Líderes europeus celebram o Nobel da Paz concedido a Quarteto tunisiano

Líderes europeus celebram o Nobel da Paz concedido a Quarteto tunisiano

Para presidente francês, prêmio ‘consagra êxito da transição democrática’ na Tunísia

O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2015 | 10h22

PARIS - O prêmio Nobel da Paz, atribuído nesta sexta-feira, 9, ao Quarteto Nacional de Diálogo Tunisiano, “consagra o êxito da transição democrática” na Tunísia, declarou o presidente francês François Hollande. Mas “a Europa e o mundo não devem somente entregar um prêmio, mas um prêmio de ajuda que devem prestar à Tunísia”, destacou.

O governo português parabenizou o Quarteto por seu diálogo nacional na Tunísia, premiado em reconhecimento ao seu trabalho no processo de transição democrática no país.

“O governo português felicita igualmente as autoridades e o povo tunisiano pela determinação e empenho na consolidação do processo de construção de uma sociedade democrática e plural”, destacou o Ministério das Relações Exteriores de Portugal em comunicado. O papel do Quarteto na transição do país “foi decisivo e constituiu um exemplo para a promoção da paz e a estabilidade na região e no mundo”. 

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse hoje que a Tunísia é um exemplo a ser seguido para resolver a crise na região.

"O Prêmio Nobel da Paz foi para o Quarteto Nacional de Diálogo Tunisiano. Um modelo para resolver a crise na região: união nacional e democracia", destacou a alta representante da União Europeia em seu perfil oficial no Twitter.

O Quarteto recebeu o prêmio "por sua contribuição decisiva para a construção de uma democracia plural".

O sindicato, formado pela União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Ugica), a Ordem dos Advogados e a Liga Tunisiana dos Direitos do Homem, foi criado com o intuito de estabelecer pontes entre o partido islamista Ennahda e a oposição laica, de forma a retirar o país de uma profunda crise política iniciada em 25 de outubro de 2013, e que pôs em risco o sucesso da abertura democrática. /EFE e AFP

Mais conteúdo sobre:
Europa França União Europeia Nobel da Paz

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.