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Líderes europeus reagem a vídeo de jornalista decapitado

ANDRÉ ÍTALO ROCHA - Estadão Conteúdo

20 Agosto 2014 | 13h 13

O vídeo em que o jornalista norte-americano James Foley é supostamente decapitado por extremistas do grupo Estado Islâmico, divulgado na terça-feira, já provoca reações de alguns dos principais líderes da Europa, nesta quarta-feira.

Até então de férias, o primeiro-ministro inglês, David Cameron, interrompeu sua folga para voltar a Londres e retomar as discussões sobre os conflitos no Iraque na Síria, conforme informou o governo britânico. Segundo o comunicado, Cameron vai se encontrar com o ministro de Relações Estrangeiras, Philip Hammond, e autoridades de segurança do Reino Unido para discutir as últimas ações dos extremistas. "Se for verdade, a morte brutal de James Foley é chocante e perversa", disse o governo.

Cameron havia dito na segunda-feira que os britânicos não vão combater no Iraque, mas vão contribuir com ajudas humanitárias e usar suas habilidades política, diplomática e militar para garantir que os extremistas não causem estragos maiores nas zonas de conflito ou no Reino Unido.

Segundo informações da agência de notícias francesa RFI, o chefe da diplomacia da França, Laurent Fabius, reagiu ao vídeo afirmando que isso representa "a verdadeira face desse califado". "O assassinato pede a condenação da comunidade internacional e reforça a nossa determinação de lutar contra o Estado Islâmico", disse.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel declarou que está "abalada" com as imagens, que classificou como "repugnantes". Por meio de seu porta-voz Steffen Seibert, Merkel afirmou que o suposto assassinato mostra que o Estado Islâmico "não tem nada a oferecer, além do horror e do fanatismo".

O vídeo intitulado "Uma Mensagem à #América (do #Estado Islâmico)" foi publicado no Youtube e mostra Foley sendo aparentemente decapitado por um militante do Estado Islâmico, este todo coberto com roupas pretas. A publicação já foi removida da rede. Foley, um repórter fotográfico freelancer, desapareceu no noroeste da Síria em 22 de novembro de 2012. Em maio de 2013, uma reportagem da Columbia Journalism Review, da faculdade de jornalismo da Universidade Columbia, de Nova York, dizia que Foley estava sendo mantido por seus captores perto de Damasco. Com informações da Dow Jones Newswires.