Líderes tribais rejeitam volta de rei afegão

Ele já foi rei uma vez, e eles estavam prontos para apoiá-lo novamente. Mas agora, poderosos líderes tribais que detêm o poder ao longo da fronteira paquistanesa-afegã estão desiludidos pela aparente decisão do monarca afegão - que vive exilado em Roma - de se aliar aos Estados Unidos e à Rússia no apoio à Aliança do Norte (AN). A AN tenta derrubar o governo do Taleban. Uma eventual retirada de apoio ao rei Mohammad Zaher Shah, de 86 anos, por parte desses influentes líderes tribais independentes da etnia pashtun - a predominante no Afeganistão - representaria um sério retrocesso para a estratégia traçada por Washington de se aliar à AN e acabar com a rede de terror de Osama bin Laden no Afeganistão. Explorar os conflitos entre as diferentes tribos afegãs é uma das opções que estão sendo estudada pelos EUA para minar o Taleban. O rei, que vive exilado em Roma desde 1973, tem sido visto por muitos líderes tribais como uma força unificadora - alguém que poderia convocar um conselho nacional de todas as facções afegãs para estabelecer um novo governo. Em Cabul, os líderes do Taleban repudiaram a tentativa de se formar uma ampla frente democrática no Afeganistão, liderada pelo ex-rei Shah. O Taleban também ameaçou desencadear uma guerra sangrenta contra futuros governos afegãos que receberem apoio do exterior. No Paquistão, nesta terça-feira houve manifestações contra o rei.

Agencia Estado,

02 Outubro 2001 | 20h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.