Lintao Zhang/Reuters
Lintao Zhang/Reuters

Liga Árabe diz que Síria aceita plano de paz da ONU

Enquanto isso, tropas sírias avançaram para o norte do Líbano, destruindo edifícios de exploração e confrontando rebeldes

CHRIS BUCKLEY, REUTERS

27 Março 2012 | 08h16

PEQUIM - O enviado especial conjunto da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, disse nesta terça-feira, 27, que o governo sírio aceitou uma proposta de paz da organização internacional para um cessar-fogo, mas que é preciso esforços para implementá-lo.

 

Veja também:
especialMAPA: 
A revolta que abalou o Oriente Médio
mais imagens OLHAR SOBRE O MUNDO: Imagens da revolução
tabela ESPECIAL: Um ano de Primavera Árabe 

Em uma visita de dois dias a Pequim, Annan disse ao premiê chinês, Wen Jiabao, que enfrentou uma longa e difícil tarefa em sua missão de acabar com o conflito na Síria, mas que a cooperação global com a China e outros países foi a única maneira de fazê-lo.

"Indiquei que havia recebido uma resposta do governo sírio e que a tornaria pública hoje (terça-feira), que é (uma resposta) positiva, e esperamos trabalhar com eles para traduzi-la em ação", disse Annan a jornalistas em Pequim após reunião com Wen.

"Tenho um plano de seis pontos apoiado pelo Conselho de Segurança, que inclui questões de discussões políticas e retirada de armas pesadas e tropas de centros populacionais, acesso livre de assistência humanitária, libertação de prisioneiros, liberdade de circulação e permissão para entrada e saída de jornalistas", disse ele. "Então teremos que ver como vamos avançar e implementar este acordo que eles aceitaram."

Enquanto isso, tropas sírias avançaram para o norte do Líbano, destruindo edifícios de exploração e confrontando rebeldes sírios que haviam se refugiado lá, disseram moradores. Annan pediu apoio de Pequim, de acordo com um relatório.

"E eu sei que você já tem sido útil, mas isso vai ser uma tarefa longa e difícil e tenho certeza de que juntos podemos fazer a diferença", disse Annan a Wen.

A viagem de Annan para a China acontece depois de uma visita à Rússia, onde pediu ao governo russo apoio para a sua missão de acabar com conflito na Síria.

Rússia e China blindaram o presidente sírio, Bashar al-Assad, da condenação do Conselho de Segurança da ONU ao vetar duas resoluções contra o derramamento de sangue, mas aprovaram uma declaração do conselho nesta semana endossando a missão de Annan.

Mais conteúdo sobre:
Primavera árabe ONU ANNAN SIRIA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.