AP Photo/Charles Zoeller
AP Photo/Charles Zoeller

Homem detona bomba caseira, fere 3 e leva terror ao metrô de Nova York

Segundo autoridades, o bengalês Akayed Ullah, que tem visto de residência permanente nos EUA, fez o artefato em casa e disse que pretendia "se vingar das ações de Israel em Gaza"

O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 11h08
Atualizado 11 Dezembro 2017 | 20h54

NOVA YORK - Uma explosão provocada por um atentado terrorista deixou quatro pessoas feridas e provocou pânico no terminal de ônibus de Port Authority, em Nova York, perto da Times Square, nesta segunda-feira, dia 11. O responsável pelo ataque, Akayed Ullah, é de Bangladesh, ex-taxista, e tentou detonar um explosivo caseiro atado ao seu corpo quando atravessava a conexão subterrânea para pedestres que leva ao metrô, às 7h30 no horário local (10h30, horário de Brasília). 

O terminal de Port Authority é o maior dos Estados Unidos e o mais movimentado do mundo, e atende cerca de 225 mil pessoas por dia. Ele fica na Rua 42 com a 8.ª Avenida, a menos de 500 metros da Times Square. Akayed Ullah, de 27 anos, disse às autoridades que se inspirou nos ataques do Estado Islâmico e decidiu promover o atentado por causa das ações militares israelenses em Gaza.

 jornal New York Post conseguiu um vídeo que mostra Ullah entrando na estação e caminhando em direção a um policial. Segundo as autoridades, o dispositivo só não provocou mais danos porque era de baixa tecnologia e não detonou corretamente. A polícia disse que três pessoas sofreram lesões menores causadas pela proximidade com a explosão. Ullah sofreu queimaduras graves e lacerações nas mãos e no abdômen, disseram as autoridades. Ele foi preso e levado para um hospital, onde segue internado.

Segundo James O'Neill, comissário do Departamento de Polícia de Nova York, o terrorista, morador do Brooklyn, criou a bomba caseira com objetivo de produzir uma grande explosão e ferir um número grande de pessoas. Por algum motivo, que os peritos ainda investigam, o dispositivo falhou. 

Um vídeo nas redes sociais mostra o momento da explosão na passagem de pedestres do terminal. Pessoas caminhavam pelo longo corredor que desemboca na estação de metrô quando uma fumaça branca espessa se espalha pelo local e um pedestre aparece caído. Apesar do compartilhamento viral, as autoridades não confirmaram a autenticidade das imagens.

As linhas de metrô A, C e E da cidade foram esvaziadas e a circulação de trens ficou interrompida por quase quatro horas. Relatos nas redes sociais descreveram a ação em massa da polícia, bloqueando acessos ao metrô e esvaziando as estações. Alicja Wlodkowski, de 51 anos, contou ao New York Times que estava em um restaurante dentro do complexo da estação de metrô e, de repente, viu uma multidão correndo. “Uma mulher caiu e ninguém parou para ajudá-la porque estava uma loucura”, disse. 

Ullah, o responsável pelo ataque, vive nos EUA desde 2011 e tem status legal de residência permanente, o green card. Ele também obteve uma licença para dirigir táxis e limusines de aluguel entre 2012 e 2015. Segundo informações da agência Reuters, ele não tinha histórico criminal e visitou Bangladesh pela última vez em setembro. A polícia de NY revistou três apartamentos no Brooklyn que teriam ligação com Ullah. 

Em entrevista coletiva, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, chamou a tentativa de ataque de “assustadora e perturbadora”. “Somos um alvo internacional e devemos estar conscientes disso, pois simbolizamos a democracia e a liberdade”, afirmou Cuomo. “Hoje, qualquer um pode acessar a internet e baixar qualquer lixo. Não vamos permitir que eles nos perturbem. É exatamente o que querem.”

No fim de outubro, um homem de origem usbeque desviou uma caminhonete para uma ciclovia repleta de ciclistas e pedestres no sul de Nova York, derrubando as pessoas  antes de atingir a lateral de um ônibus escolar. Oito pessoas morreram, e 11 ficaram feridas. / NYT, AFP, AP e REUTERS

 

 

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