Livro revela intimidade de líderes norte-americanos

Os presidentes e suas famílias tentam ter uma vida privada na Casa Branca e também fora dela. Ao mesmo tempo em que lutam para ser pessoas comuns, eles correm o risco de ser alvo de um ataque terrorista ou de um tiro disparado por algum fanático. Para protegê-los, mesmo depois de deixarem o cargo, existe o serviço secreto. São homens e mulheres que ficam o dia todo ao lado da família presidencial, do vice e de outras autoridades do governo.

AE, Agencia Estado

16 Novembro 2009 | 08h40

Dificilmente os agentes secretos responsáveis pela segurança dos presidentes concordam em falar. Mas o jornalista Ronald Kessler conseguiu a façanha de trazer histórias inéditas, contadas por dezenas destas figuras. O resultado é o livro "In the President?s Secret Service", com relatos sobre amantes, brigas e descrições das pessoas que são ou algum dia foram as mais poderosas do mundo. Na descrição dos agentes pesa a simpatia que eles tinham pelos presidentes.

Comunicadores, Ronald Reagan e Bill Clinton conquistaram seus seguranças ao sempre se manterem acessíveis e puxarem conversas. "Reagan possuía um tom amistoso. Aceitava as pessoas pelo que elas eram", disse um dos agentes. Outro afirmou que o presidente chegou a pedir desculpas por eles estarem passando o Natal longe das famílias, fazendo a segurança presidencial. Clinton também é elogiado por suas iniciativas de conversar com pessoas comuns. "Era o chefe do mundo livre e dedicava 5 minutos para ouvir o problema de uma mulher na audiência."

Já as mulheres, Nancy Reagan, e a atual secretária de Estado, Hillary Clinton, são descritas como dominadoras e antipáticas com os funcionários da Casa Branca. A mulher do republicano gostava apenas de revistas femininas e de falar com amigas ao telefone. "Hillary era muito brava e sarcástica com seus funcionários, chegando a gritar muitas vezes", disse um agente.

As duas famílias que mais agradaram os agentes são os Bush e os Obama. Assim como seu antecessor, Barack Obama fez questão de convidar seus agentes para jantar. O atual ocupante da Casa Branca, que recebe 30 ameaças de morte por ano, segundo disse o escritor em recente entrevista ao Estado, sabe que sua vida depende do serviço secreto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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