Maathai é a primeira africana premiada com o Nobel da Paz

Quando Wangari Maathai descobriu que havia se transformado na primeira africana laureada com o Prêmio Nobel da Paz, ela estava ocupada com o trabalho que lhe rendeu o reconhecimento: fazia campanha para proteger as florestas do Quênia e organizava a distribuição de comida para os flagelados da seca em seu país. Maathai estava no interior do Quênia, perto de onde nasceu, quando recebeu a notícia de que havia entrado para o seleto grupo ao qual pertencem o líder negro sul-africano Nelson Mandela e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. "É uma experiência maravilhosa. Estou muito contente. Parece algo inacreditável. É o tipo de coisa que você quase nunca vê acontecer durante a vida", declarou ela à Associated Press, acrescentando que acredita ter sido escolhida como um símbolo da luta contra a pobreza e contra a degradação do ambiente na África. Maathai, de 64 anos, luta há quase três décadas para proteger e recuperar a natureza local e para defender o respeito aos direitos humanos em seu país. "Esta é a primeira vez na história em que a questão ambiental é laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Com isso, nós acrescentamos uma nova dimensão para a paz. Nós queremos trabalhar por um melhor ambiente de vida na África", declarou Ole Danbolt Mjoes, presidente da comissão que decidiu conceder o prêmio a Maathai.

Agencia Estado,

08 Outubro 2004 | 15h37

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