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Internacional

Argentina

Macri manda retirar quadros de Kirchner e Chávez da Casa Rosada

As pinturas, doadas pelo governo venezuelano, foram enviadas para museu

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Rodrigo Cavalheiro, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES,
O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2016 | 22h29

Durou 53 dias o convívio do presidente argentino, Mauricio Macri, com os quadros de Néstor Kirchner e Hugo Chávez, entre os quais sua antecessora, Cristina Kirchner, costumava discursar para jovens militantes que lotavam a Casa Rosada. As duas pinturas doadas pelo governo venezuelano foram retiradas no fim da tarde dessa segunda-feira, 1º, e levadas para o Museu do Bicentenário, nos fundos da sede presidencial.

Elas haviam sido apresentadas com pompa por Cristina em maio e instaladas em duas colunas destacadas sobre o Pátio dos Heróis Latino-Americanos, espaço em que estão as figuras de Tiradentes e Getúlio Vargas, entre outras.

Néstor e Chávez emprestaram o nome a movimentos cujos seguidores começaram trocar ofensas com macristas nas redes sociais tão logo as paredes vazias ganharam as manchetes locais. Os primeiros insinuavam que Macri os substituiria por figuras da última ditadura argentina (1976-1983), enquanto os governistas celebravam o fim simbólico de uma era que associam ao autoritarismo. Segundo funcionários da Casa Rosada, as paredes ficarão vazias.

Kirchner governou a Argentina de 2003 a 2007 e tornou-se aliado de Chávez, que comandou a Venezuela de 1999 a 2013. A posse de Macri marcou uma reviravolta na relação entre os dois países. Enquanto Cristina apoiava o governo do venezuelano Nicolás Maduro, o novo líder passou a cobrar a libertação de presos políticos e chegou a ameaçar pedir a suspensão de Caracas do Mercosul.

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