REUTERS/Philippe Wojazer/Alessandro Bianchi/File Photos
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Macron e Rohani se comprometem a preservar acordo nuclear

Líderes discutiram o pacto neste domingo; Irã reafirmou que não aceitará mudanças e novas restrições além das impostas em 2015

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2018 | 01h29

PARIS – O presidente francês Emmanuel Macron e seu homólogo iraniano, Hassan Rohani, concordaram em trabalhar pela preservação do acordo nuclear, informa a presidência francesa. Os dois líderes conversaram por telefone neste domingo, 29.

Durante a conversa, o presidente iraniano reafirmou que o pacto nuclear e qualquer tema relacionado ao assunto “não é negociável” e que não aceitará nenhuma restrição além daquelas impostas no acordo. 

“Consideramos uma variedade de respostas para qualquer decisão que os EUA tomarem em 12 de maio”, diz a nota do governo iraniano, sem dar mais detalhes. No próximo dia 12, o presidente americano Donald Trump anunciará se deixará ou não o acordo nuclear firmado entre o Irã, Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha. 

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Rohani advertiu Macron que, mesmo se os Estados Unidos permanecerem no acordo, ele ainda “não será aceitável para o Irã enquanto continuar com a forma na qual esteve funcionando nos últimos dois anos”. O governo iraniano considera a atuação americana “uma violação explícita” do pacto, levando a incertezas sobre futuras sanções que espanta investimentos estrangeiros no país.

Após uma hora de conversa, os dois líderes concordaram em “trabalhar, sobretudo nas próximas semanas, para preservar o conteúdo do acordo em todos os seus componentes”, informou a presidência francesa por meio de nota.

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Além do pacto nuclear, os líderes também discutiram o programa de mísseis e as atividades nucleares do Irã após o fim do acordo em 2025, além da crise na Síria. Rohani se limitou a dizer que nestes temas está aberto para “negociar para garantir a estabilidade e segurança regional”, considerando prioritário o diálogo sobre a situação no Iêmen e na Síria.

Acordo defeituoso

Firmado em 2015, o acordo nuclear limita o desenvolvimento do programa atômico do Irã em troca da retirada de sanções internacionais, porém não restringe armas convencionais ou a política iraniana no Oriente Médio.

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Em Jerusalém, onde realiza a primeira viagem como secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo afirmou que se Donald Trump não conseguir que o “defeituoso” acordo nuclear seja corrigido, Washington se retirará do pacto. //REUTERS, EFE

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