Miraflores Palace/Handout via REUTERS
Miraflores Palace/Handout via REUTERS

Maduro anuncia expansão de milícias chavistas armadas

Mais 500 mil homens participarão de patrulhamento em todo o país às vésperas de protesto da oposição

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2017 | 19h34

CARACAS - O governo da Venezuela ampliará em 500 mil o nímero de civis armados que atuam na Milícia Bolivariana - grupo criado pelo então presidente Hugo Chávez para a “defesa da revolução”. As milícias, segundo o presidente Nicolás Maduro, serão responsáveis pela “defesa integral do país” em meio ao crescimento dos protestos contra o governo. 

Nesta segunda-feira, 17, centenas de militares da Força Armada Nacional Bolivariana marcharam desarmados pelas ruas de Caracas para celebrar o sétimo aniversário da Milícia Bolivariana e como um pedido de paz para evitar um derramamento de sangue em meio às recentes e violentas manifestações contra o governo.

Na noite de domingo, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que as Forças Armadas estariam nas ruas a partir da manhã de ontem, dois dias antes de uma grande manifestação convocada pela oposição. A emissora estatal VTV exibiu soldados marchando na parada militar em Caracas com o ministro Vladimir Padrino, mas até o momento os soldados não foram vistos patrulhando as ruas.

“Começamos a semana com muito vigor, com muito espírito combativo, diante do dia 19 de abril. Vamos reivindicar hoje (segunda-feira) em homenagem à Milícia Bolivariana, que é um ícone da união cívico-militar. Um chamado à paz, ao entendimento, não queremos confrontação”, disse Padrino à TV estatal. 

Os opositores de Maduro convocaram para quarta-feira, quando será celebrado o primeiro grito independentista venezuelano, “a mãe de todas as marchas” em Caracas para exigir respeito à autonomia do Parlamento - de maioria opositora - e eleições.

O chavismo também marchará no mesmo dia pela capital. Desde 1º de abril se sucederam manifestações contra Maduro, que deixaram cinco mortos e centenas de feridos e detidos em meio aos confrontos com as autoridades.

Os protestos eclodiram após sentenças com as quais o Supremo Tribunal de Justiça assumiu as funções do Parlamento, de ampla maioria opositora, e retirou a imunidade dos deputados. A Corte, dias depois, desistiu do decreto./ AFP e EFE

 

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