EFE/MIGUEL GUTIERREZ
EFE/MIGUEL GUTIERREZ

Maduro denuncia que EUA deram 'sinal verde' para golpe de Estado

Presidente venezuelano põe em marcha um plano cívico-militar para "garantir a segurança do país"

O Estado de S.Paulo

19 Abril 2017 | 00h27

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na noite desta terça-feira, na véspera de uma ampla manifestação programada pela oposição contra seu governo, que o Departamento de Estado americano deu "sinal verde" para um golpe de Estado na Venezuela. 

Em uma reunião transmitida pela TV com a cúpula militar, Maduro disse que considerou como um anúncio de golpe de Estado a declaração do porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, que fez uma dura advertência aos funcionários públicos venezuelanos para que não reprimissem as manifestações da oposição.

Nesse sentido, ele assegurou que a Venezuela está enfrentando "uma investida internacional, comandanda pelos EUA, para provocar uma intervenção imperialista". Maduro acusou o Departamento de Estado de pressionar os opositores para que impulsionem um golpe contra ele.

"Estamos nas horas cruciais do destino de nossa pátria (...) e estarei à frente dessa batalha", disse Maduro, que anunciou um plano especial de segurança para esta quarta-feira.

Maduro anunciou que ativou o “Plano Zamora”, elaborado pela Guarda Bolivariana, para manter a ordem interna no país e conter as “ameaças” que ele garante vir de Washington. “Diante deste cenário, decidi ativar o plano cívico-militar para garantir o funcionamento e a segurança do país”, disse Maduro.

O anúncio foi feito no Palácio Miraflores, sede do governo. Segundo o presidente, a “fase verde” do Plano Zamora mobiliza “toda a estrutura militar, policial e civil do Estado venezuelano em defesa da ordem interna contra o plano golpista”.

A decisão de Maduro tem um alvo imediato. A oposição venezuelana realizará hoje o que prometeu ser a maior manifestação contra o governo do presidente. O chavismo promete responder com uma ampla mobilização de seguidores, o que desatou temores de novos incidentes de violência, especialmente na capital.

Pelo menos 5 pessoas morreram na repressão às marchas nos últimos dias e mais de 50 pessoas pessoas ficaram feridas. / AP

 

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