EFE/David Moir
EFE/David Moir

Maioria dos australianos aprova casamento gay

Em consulta pelo correio, 62% se manifestaram a favor; Parlamento deve aprovar lei até o fim do ano

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2017 | 22h10

SYDNEY - A maioria dos australianos se pronunciou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, segundo uma consulta realizada pelos correios cujo resultado foi revelado nesta quarta-feira.

A iniciativa informal deve levar o Parlamento a aprovar o casamento gay no país até o fim do ano, tornando a Austrália o 26º país a formalizar a união entre de pessoas do mesmo sexo.

+ Um panorama do casamento gay e da adoção por casais do mesmo sexo pelo mundo

Segundo os resultados, 62% dos 12,7 milhões de australianos que participaram da consulta postal são favoráveis ao casamento homossexual, revelou o Bureau de Estatísticas em coletiva em Canberra.

Cerca de 80% dos eleitores participaram voluntariamente da consulta e 38,4% se manifestaram contra o casamento gay. A participação foi maior que no referendo sobre a união de pessoas do mesmo sexo na Irlanda e até mesmo quena consulta sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

A consulta não é vinculativa, mas o primeiro-ministro Malcolm Turnbull disse imediatamente que apresentará a proposta ao Parlamento até o fim do ano.

O resultado da pesquisa é um trunfo para os gays na Austrália, onde a homossexualidade era proibida em alguns Estados até 1997.

Centenas de pessoas se reuniram no centro de Sydney para comemorar o resultado, anunciado em um grande telão instalado em uma praça.

Em setembro, a Alemanha aprovou uma lei permitindo o casamento homossexual após anos de oposição. A Holanda foi o primeiro país do mundo, em abril de 2001, a legalizar o casamento gay. Depois, outros 12 países fizeram o mesmo: Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha (sem a Irlanda do Norte), Luxemburgo, Irlanda (depois de referendo) e Finlândia./ REUTERS     

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.