Ognen Teofilovski/Reuters
Ognen Teofilovski/Reuters

Mais de 5 mil imigrantes cruzam a Macedônia para chegar à Sérvia

Viagem para Europa ocidental foi retomada após governo desistir de conter à força o fluxo de pessoas

O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2015 | 19h48

GEVGELIJA, MACEDÔNIA - Mais de 5 mil imigrantes atravessaram neste domingo, 23, o território da Macedônia e cruzaram a fronteira rumo à Sérvia, retomando viagem à Europa ocidental, depois de o governo macedônio desistir de tentar conter à força o fluxo de pessoas – na maioria, refugiados sírios.

A Macedônia preparou ônibus e trens para levá-los ao norte depois de dias de conflitos causados pelo fechamento da sua fronteira ao sul por forças de segurança, que usaram bombas e granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo no esforço de não deixá-los entrar.

A Grécia transportou de barco os refugiados das ilhas lotadas para o continente. Só no mês de julho, aproximadamente 50 mil pessoas chegaram ao território pelo mar da Turquia.

O ministro da Defesa da Sérvia, Bratislav Gasic, em visita a um centro de acolhida de imigrantes na fronteira com a Macedônia, disse que 5 mil pessoas chegaram durante a noite.

Longas filas se formavam e imigrantes do Oriente Médio, África e Ásia esperavam pelos documentos para legalizar a sua viagem através da Sérvia, para depois seguir viagem a pé até a Hungria.

Mediterrâneo. A Marinha da Itália organizou o resgate de cerca de 4,4 mil imigrantes nas águas da costa da Líbia no sábado, motivada por pedidos de ajuda recebidos de quase duas dezenas de barcos, em uma das maiores operações multinacionais até agora.

A guarda costeira italiana disse em um comunicado divulgado hoje que coordenou os esforços de resgate que envolveram várias embarcações, incluindo um navio norueguês e um irlandês como parte da missão Triton de resgate da União Europeia (UE).

A Europa está com dificuldades para lidar com o fluxo recorde de refugiados à medida que pessoas fogem de conflitos em países como a Síria. Os imigrantes viajam a bordo de botes infláveis e barcos superlotados, disse a guarda costeira.

O Mediterrâneo tornou-se o ponto de passagem mais mortal do mundo para os imigrantes. Mais de 2,3 mil pessoas morreram este ano na tentativa de chegar à Europa de barco, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações.

Intolerância. O Ministério do Interior da Alemanha fez hoje um apelo público para que se reprima os racistas e militantes de ultradireita, depois da segunda noite de confrontos entre manifestantes e a polícia do lado de fora de um abrigo para refugiados, numa cidade do leste do país, perto de Dresden.

À medida que a Europa enfrenta dificuldades com o fluxo de imigrantes fugindo de países em conflito, os políticos alemães estão preocupados com o aumento da xenofobia no país, o que mais recebe refugiados na UE. / REUTERS 

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