AP/ Azeez Akunleyan
AP/ Azeez Akunleyan

Malala se encontra com jovens sequestradas pelo Boko Haram

Em visita à Nigéria, Prêmio Nobel pediu um 'estado de emergência para a educação' no país

O Estado de S.Paulo

17 Julho 2017 | 20h25

A Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai pediu nesta segunda-feira (17) a declaração de "estado de emergência para a educação" na Nigéria, durante visita na qual conheceu algumas das estudantes de Chibok sequestradas pelo Boko Haram.

A ativista pela educação mundial, de 20 anos, fez sua proposta durante um ato com o presidente interino, Yemi Osinbajo, no complexo presidencial em Abuja.

Na Nigéria há 10,5 milhões de crianças que não vão à escola e 60% delas são meninas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Muitas delas estão no nordeste do país, onde os rebeldes do Boko Haram infligiram importantes danos à educação nos últimos nove anos.

"Destaquei algumas questões", disse após o encontro Malala, que quase morreu por um tiro do Taleban no Paquistão em 2012, motivada pela defesa da educação para as crianças.

"A primeira delas foi pedir ao governo que declarasse estado de emergência para a educação, porque a educação das meninas e dos meninos nigerianos é realmente importante", relatou.

"Segundo, o gasto deve ser público e, terceiro, a Lei dos Diretos da Infância deve ser implementada em todos os Estados", disse à imprensa. A ativista afirmou que sua proposta recebeu uma "resposta positiva" de Osinbajo.

Malala reuniu-se com algumas estudantes que foram sequestradas pelos militantes do Boko Haram em Chibok em abril de 2014, um dos principais símbolos dos ataques à educação das crianças no país.

"Estou muito emocionada por vê-las retornando a seus lares e com suas famílias para seguir com a educação", disse de uma instalação do governo que as acolhe em Abuja.

No total, 106 das mais de 200 estudantes sequestradas foram libertadas, resgatadas ou escaparam após mais de três anos de cativeiro, mas 113 ainda estão retidas. / AFP

 

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