Shizuo Kambayashi/AP
Shizuo Kambayashi/AP

Malásia pede ajuda da Interpol para prender suspeitos de envolvimento com morte de Kim Jong-nam

Dos quatro homens, três ainda estariam em Kuala Lumpur; o quarto teria fugido no dia do assassinato

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2017 | 03h57

KUALA LUMPUR - A Malásia vai pedir que Interpol emita um alerta vermelho para apreender quatro norte-coreanos suspeitos de envolvimento com a morte de Kim Jong-nam. Funcionários da Coreia do Sul e dos Estados Unidos creem que o regime de Pyongyang está por trás do assassinato do meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

O chefe de polícia da Malásia, Khalid Abu Bakar, disse nesta quinta-feira, 23, que as duas mulheres suspeitas de executarem o assassinato - a vietnamita Doan Thi Huong e a indonésia Siti Aishah, presas na semana passada - foram pagas para cometer o crime. O funcionário, no entanto, declinou de dizer se elas trabalhavam para uma agência de espionagem.

A polícia malaia mantém detido também um homem norte-coreano, que seria o namorado da indonésia, mas suspeita que pelo menos outras sete pessoas tenham conexão com o crime. Acredita-se que três deles - o diplomata Hyon Kwang Song, o funcionário de uma companhia aérea Kim Uk Il e outro homem não identificado - ainda estão na Malásia. O quarto suspeito teria fugido do país em 13 de fevereiro, dia do assassinato de Kim Jong-nam.

A repórteres, Khalid disse que requereu à Interpol o alerta vermelho a esses quatro suspeitos, que poderiam estar prontos para voltar à Coreia do Norte.

Nascido em 1971, Kim Jong-nam era o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. Conhecido por se pronunciar publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre o governo do país, ele vivia na China. Em 2001, foi preso quando chegou ao Japão com um passaporte falso numa suposta tentativa de visitar a Disney de Tóquio.

Um ex-agente de inteligência americano que monitorou por anos as atividades de Kim Jong-nam avaliou que ele era um potencial alvo do governo de seu país após o meio-irmão ter assumido o poder em 2011 e conseguido se consolidar como novo líder supremo. / REUTERS

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