Shizuo Kambayashi/AP
Shizuo Kambayashi/AP

Malásia pede tempo para investigar morte de Kim Jong-nam

Chefe da polícia do país classificou o caso como 'complicado'; peritos exigem DNA de familiar para liberar o corpo

O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2017 | 04h23

BANGCOC - A Polícia da Malásia pediu nesta sexta-feira, 17, tempo para investigar o suposto assassinato de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

À agência estatal Bernama, o diretor do departamento especial da Polícia, Mohamad Fuzi Harun, qualificou o caso como complicado e se limitou a assegurar que continuam as investigações. Ele também reiterou que "não se pode descartar nenhuma possibilidade" a respeito da autoria do assassinato.

Duas mulheres, a indonésia Siti Aishah e a vietnamita Doan Thi Huong, permanecem detidas como suspeitas de terem cometido o crime. Um malaio, identificado como Muhammad Farid e suposto namorado de Siti, permanece sob custódia policial para ajudar nas investigações.

O sub-inspetor-geral da polícia, Rashid Ibrahim, disse que espera realizar mais detenções em relação ao caso.

Emissoras de TV locais dizem que as autoridades buscam a outros quatro homens que teriam se encontrado com as suspeitas antes do crime. Eles permanecem com paradeiro desconhecido.

Kim Jong-nam se encontrava na manhã de segunda-feira, 13, no Terminal 2 de saídas do aeroporto de Kuala Lumpur antes de embarcar com destino a Macau, onde residia em exílio. Ele foi abordado pelas duas mulheres, o atacaram com um veneno.

Na quarta-feira, 15, os peritos fizeram a autopsia do cadáver. Eles informaram ainda que nenhum membro da família se prontificou a fazer o DNA para constatar a identidade de Kim Jong-nam. O corpo somente será liberado após o exame.

Nascido em 1971, Kim Jong-nam era o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. 

Conhecido por se pronunciar publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre o governo do país, ele vivia na China. Em 2001, foi preso quando chegou ao Japão com um passaporte falso numa tentativa, supostamente, de visitar a Disney de Tóquio.

Um ex-agente de inteligência americano que monitorou por anos as atividades de Kim Jong-nam avaliou que ele era um potencial alvo do governo de seu país após o meio-irmão ter assumido o poder, em 2011, e conseguido se consolidar como novo líder supremo. / EFE

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