Shin In-seop/AP
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Malásia prende outros dois suspeitos de envolvimento na morte do irmão do líder norte-coreano

Siti Aishah tem 25 anos e viajava com passaporte da Indonésia; polícia também prendeu um homem suspeito de ser namorado dela

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2017 | 03h54

KUALA LUMPUR - Uma segunda suspeita foi detida pela polícia da Malásia nesta quinta-feira, 16, nas investigações do assassinato de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Ela foi identificada como Siti Aishah, uma mulher de 25 anos que viajava com passaporte da Indonésia. O inspetor geral da polícia malaia, Jalid Abu Bakar, confirmou a segunda prisão à agência de notícias estatal Bernama

A mulher, que estava sozinha no momento da prisão ocorrida durante esta madrugada, aparecia nas gravações das câmeras de segurança do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur. Um homem também foi preso nesta quinta-feira por suspeita de envolvimento no crime. A polícia local afirmou que o prendeu pois acredita que ele seja namorado de Siti.

A primeira suspeita, a vietnamita Doan Thi Huong, de 29 anos, foi detida na quarta-feira, 15, no mesmo aeroporto, onde Kim Jong-nam morreu depois de ser envenenado. Ela será ouvida nesta quinta por um tribunal na capital da Malásia.

De acordo com a imprensa local, as autoridades procuram agora por outros quatro homens suspeitos de participarem do assassinato.

O vice-primeiro-ministro da Malásia, Zahid Hamidi, disse que o incidente não afetará às relações bilaterais e qualificou de "especulação" que o regime norte-coreano esteja por trás do suposto assassinato.

Nascido em 1971, Kim Jong-nam era o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. Conhecido por se pronunciar publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre o governo do país, ele vivia na China. Em 2001, foi preso quando chegou ao Japão com um passaporte falso numa tentativa, supostamente, de visitar a Disney de Tóquio.

Um ex-agente de inteligência americano que monitorou por anos as atividades de Kim Jong-nam avaliou que ele era um potencial alvo do governo de seu país após o meio-irmão ter assumido o poder, em 2011, e conseguido se consolidar como novo líder supremo. / AFP, NYT, EFE, REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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