EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

Manifestante não resiste a ferimento e eleva para 9 o número de mortos nos protestos na Venezuela

Segundo prefeito, Melvin Guaitan morreu após ser baleado; imprensa local relata roubos e confrontos com forças de segurança nesta sexta-feira

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2017 | 12h28

CARACAS - Um homem foi morto em uma manifestação na capital da Venezuela na noite de quinta-feira, informou uma autoridade nesta sexta-feira, 21, elevando para nove o número de vítimas mortais na onda de protestos contra o governo do presidente, Nicolás Maduro.

Melvin Guaitan morreu em razão de um ferimento de tiro na região de Petare, disse o prefeito Carlos Ocariz em sua conta no Twitter. A imprensa local relatou roubos e confrontos nas ruas com forças de segurança em áreas pobres de Caracas na quinta-feira e início desta sexta-feira.

"Com muita dor informo a morte por impacto de bala de Melvin Guaitan, humilde trabalhador, morador de Sucre", escreveu Ocariz, prefeito do município de Sucre, onde fica Petare. "Melvin foi assassinado na entrada do Bairro 5 de Julho durante o protesto esta noite (quinta-feira). Exigimos que se investigue e castigue os culpados", completou ele.

Ocariz não revelou detalhes sobre as circunstâncias do incidente, se a manifestação era organizada pela oposição, se Guaitan participava ou se apenas passava pelo local, e se o tiro partiu de um civil ou de um agente das forças de segurança. 

Líderes da oposição prometeram manter os protestos, exigindo que o governo de Maduro convoque eleições regionais adiadas desde 2016, liberte quase 100 ativistas da oposição presos e respeite a autonomia do Congresso, liderado pela oposição.

Opositores estão organizando diversos protestos pelo país nesta sexta-feira, uma marcha "silenciosa" em Caracas no sábado em homenagem aos mortos nas manifestações, e um bloqueio nacional nas principais rodovias da Venezuela na segunda-feira.

O governo de Maduro, até o momento, resiste à pressão dos mais sérios protestos em três anos. Chavistas descrevem os manifestantes como bandidos violentos que danificam propriedades públicas e perturbam a ordem para derrubar o governo com apoio de adversários ideológicos em Washington. / REUTERS e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

0 Comentários

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.