Manifestantes entram em choque com a polícia no Nepal

Milhares de manifestantes comunistas bloquearam hoje as ruas que levam à sede do governo na capital do Nepal. Os manifestantes jogaram pedras na polícia, que respondeu disparando gás lacrimogêneo. Essa foi uma das maiores demonstrações em vários meses contra o presidente e sua administração.

AE-AP, Agencia Estado

12 Novembro 2009 | 17h43

Os protestos do Partido Comunista do Nepal (maoista) têm crescido nas últimas semanas. O líder maoista Pushpa Kamal Dahal, que renunciou ao cargo de primeiro-ministro em maio, finalizando um governo liderado pelos maoistas, disse que os protestos continuarão até que o governo seja derrubado.

"É nosso dever, como cidadãos que amamos o Nepal, resgatar o país. É por isso que nos reunimos aqui em grande número", disse Dahal, que renunciou ao cargo após o presidente nepalês, Ram Baran Yadav, rejeitar sua decisão de demitir o chefe do exército. Os maoistas acusam o chefe do exército de se opor à integração de milhares de ex-combatentes rebeldes, um ponto importante do acordo de paz que levou os maoistas a deporem as armas há três anos.

Os manifestantes conseguiram evitar que policiais entrassem na área, impedindo o funcionamento de vários serviços do governo. Mas centenas de membros da tropa de choque guardaram a sede do governo. O ministro da Irrigação, Bal Krishna, disse que apenas quatro ministros conseguiram chegar aos seus escritórios antes do início dos protestos. Muitos funcionários públicos não conseguiram ir trabalhar.

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