REUTERS/Rebecka Roos
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Marcha contra terrorismo lota ruas na Suécia

Convocada pelo Facebook, ‘manifestação pelo amor’ reuniu milhares de pessoas na capital

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2017 | 20h19

ESTOCOLMO - Milhares de pessoas se reuniram neste domingo, 9, em Estocolmo em uma “manifestação pelo amor” e contra o terrorismo, dois dias depois do atentado com caminhão que a polícia acredita ter sido cometido por um uzbeque com interesses por grupos extremistas.

Segundo a prefeitura local, mais de 20 mil pessoas participaram da marcha convocada pelo Facebook. O ataque, qualificado como “ato terrorista” pela Procuradoria sueca, deixou 4 mortos e 15 feridos.

“Considero muito importante permanecer fortes e juntos contra tudo o que quiser mudar nossa sociedade fundada sobre a democracia”, disse uma mulher que se identificou como Marianne, muito emocionada, que participou do evento.

De mãos dadas perto da bandeira sueca a meio mastro, os presentes respeitaram um minuto de silêncio.

“O medo não pode reinar, o terrorismo não pode vencer jamais”, disse a prefeita de Estocolmo, Karin Wanngard. “Venceremos graças à abertura e à consideração”, afirmou.

“Nós não respondemos com o medo, nós respondemos com o amor”, afirmava um cartaz de uma mulher que usava véu islâmico.

Investigações. O suspeito do atentado, um uzbeque de 39 anos detido horas depois da ação, deveria ter sido expulso da Suécia depois que as autoridades negaram seu pedido de visto de residência.

“Em dezembro, o Escritório de Migrações informou que ele tinha quatro semanas para deixar o país. Em fevereiro, a polícia recebeu a ordem para executar a decisão, porque ele já não estava localizável”, declarou o chefe da polícia nacional, Jona Hysing, durante uma coletiva de imprensa. As autoridades perderam sua pista até o atentado de sexta-feira.

“Ele demonstrava interesse por organizações extremistas como o Estado Islâmico (EI)”, acrescentou Hysing.

Alguns meios de comunicação suecos identificaram o agressor como Rajmat Akilov, mas a informação não foi confirmada oficialmente.

As autoridades suspeitam que na sexta-feira ele roubou um caminhão com o qual atropelou dezenas de pessoas no centro da capital, antes de se chocar contra a fachada de umaloja de departamentos. Ainda neste domingo, um segundo suspeito foi detido e colocado em prisão preventiva, indicou a juíza Helga Hullman, do Tribunal de Estocolmo, sem informar sua relação com o principal suspeito.

Vítimas. A polícia informou que as vítimas fatais eram dois suecos, um cidadão britânico e uma mulher belga, segundo o chefe da diplomacia da Bélgica, Didier Reynders. Uma menina sueca de 11 anos também morreu no atentado. Dos 15 feridos, 10 pessoas – 9 adultos e 1 criança – seguem hospitalizadas, 4 delas em estado grave, segundo as autoridades de saúde. / AFP

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