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Marcha pró-democracia em Hong Kong termina com mais de 500 presos

O Estado de S. Paulo

02 Julho 2014 | 10h 28

Alguns detidos foram acusados de participar de comício não autorizado e obstruir a ação da polícia; manifestação reuniu 500 mil

Bobby Yip/Reuters
Milhares de manifestantes participaram de "sentada" noturna em Hong Kong

HONG KONG - Quinhentas pessoas foram detidas nesta quarta-feira, 2, em Hong Kong após participarem de uma sentada noturna exigindo mais democracia por parte dos chefes do Partido Comunista em Pequim. No dia anterior, uma histórica manifestação mobilizou mais de 500 mil pessoas no país, segundo os organizadores.

Os detidos participaram da marcha pró-democracia, convocada no 17.º aniversário da devolução de Hong Kong, ex-colônia britânica, à China. O grupo decidiu concluir a marcha sentando em Chater Road, perto do edifício do Conselho Legislativo da cidade.

A polícia permitiu a realização da passeata, como ocorre todo ano, mas considerou ilegal a sentada e de madrugada começou a deter os participantes. Alguns permaneceram no local até a primeira hora da manhã.

Muitos dos mais de mil manifestantes juntaram seus braços tentando resistir, mas foram retirados um de cada vez, em alguns casos por três ou quatro policiais, à medida que os ativistas chutavam, gritavam e desferiam socos antes de serem colocados em ônibus. "Eu tenho o direito de protestar. Nós não precisamos da permissão da polícia”, gritava a multidão.

No total foram detidos 351 homens e 160 mulheres, entre eles parlamentares locais, como o legislador do Partido Democrata e reconhecido advogado de direitos humanos Albert Ho, que defendeu o ex-técnico da CIA Edward Snowden durante sua estadia em Hong Kong.

Por volta das 8 horas (21 horas, no horário de Brasília), os principais líderes dos protestos encerraram a sentada. Alguns manifestantes detidos foram acusados de participar em um comício não autorizado e obstruir a ação policial.

Joshua Wong, membro do grupo ativista estudantil Scholarism, um dos organizadores dos protestos, pediu aos manifestantes não detidos que limpassem as ruas assim que acabasse o protesto e se dirigissem às delegacias para pedir a libertação dos detidos.

Os ativistas criadores do movimento "Ocupar o Distrito Central Com Paz e Amor" (OCPL, por sua sigla em inglês) exigem mais democracia nas eleições para o líder da cidade, ou chefe-executivo, em 2017 e querem que as indicações sejam abertas a todos.

"Nosso objetivo é primeiro conseguir o sufrágio universal e, segundo, fazer o governo responder à voz do povo de Hong Kong por democracia", disse Frank Chio, um representante da Federação de Estudantes de Hong Kong. "Esse é um passo. Haverá outros."

Os líderes chineses querem que somente candidatos pró-Pequim estejam nas cédulas. Os manifestantes organizaram um referendo extra-oficial que teve a assinatura de 800 mil cidadãos, 25% do eleitorado.

Críticas. A imprensa oficial na China tentou minimizar a onda de protestos em Hong. Os jornais Diário do Povo e Global Times, porta-vozes do Partido Comunista chinês (PCCh), publicaram artigos de opinião criticando os manifestantes.

"O governo central não deve fazer concessões aos manifestantes pró-democracia", dizia um artigo do Diário do Povo. "O patriotismo é um sentimento natural e só é questão de tempo que o comando da cidade esteja nas mãos de um patriota", acrescentou.

As reivindicações públicas contra o controle do governo comunista se intensificaram depois Pequim tornou público, em 10 de junho, o chamado "Livro Blanco de Hong Kong", documento afirmando que a autonomia da cidade devia estar supervisada por Pequim.

"Alguns entenderam mal ou interpretaram deliberadamente mal o Livro Blanco", publicou o Diário do Povo sobre o assunto. O Global Times também criticou as reivindicações dos manifestantes, dizendo que "são cada vez mais diversas, já que (os grupos) incluem também dissidentes procedentes da parte continental e até partidários dos direitos dos homossexuais"./ EFE e REUTERS

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