EFE/Silvina Frydlewsky
EFE/Silvina Frydlewsky

Massa, que teve 21%, indica preferir Macri

O escolhido pelo eleitorado mais cobiçado entre os candidatos que disputarão o segundo turno na Argentina indicou ontem que prefere o conservador Mauricio Macri, embora seu grupo político só vá divulgar hoje se apoiará o prefeito de Buenos Aires ou o governista Daniel Scioli.

Rodrigo Cavalheiro, correspondente / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2015 | 02h03

Sergio Massa, o ex-kirchnerista que teve 5,2 milhões de votos (21%) e ficou em terceiro na disputa, deixou sua posição pessoal mais clara em entrevista à Rádio Mitre, do Grupo Clarín. Ele atacou Scioli e a presidente Cristina Kirchner. "Enquanto Scioli não for o líder de seu grupo político, não pode governar nada. Ele precisa deixar de ser um empregado de Cristina", afirmou. O deputado acrescentou que o povo argentino votou por mudança no domingo.

"Cristina, em dezembro, será uma aposentada, uma ex-presidente. É a maior derrotada, por mais que esteja escondida", afirmou. A presidente, que governa há oito anos, não falou sobre o resultado de domingo. Ontem, foi à Província de Santa Cruz, no sul do país, colocar flores no túmulo de Néstor Kirchner, morto há cinco anos. Ele foi presidente de 2003 a 2007.

Parte do grupo de Massa é contra apoiar explicitamente Macri. Sua referência em economia, o ex-ministro Roberto Lavagna, é um dos que não se aliaria ao conservador. Nos últimos meses, sua coalizão foi abandonada por mais de 200 políticos que se uniram a Scioli. O chefe de sua bancada, Alberto Roberti, declarou apoio ao kirchnerista "para não votar em Macri".

 

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