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Mau tempo dificulta busca por destroços que podem ser de avião

O Estado de S. Paulo

20 Março 2014 | 07h 21

Navio norueguês foi enviado para região para auxiliar nas buscas pelo voo MH 370

SIDNEY - O mau tempo dificulta as buscas por dois objetos flutuantes identificados por satélites australianos que podem ser destroços do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, desaparecido há 12 dias. Um navio de carga norueguês foi enviado para ajudar nas buscas. Segundo autoridades malaias, as pistas são os melhores indícios obtidos até agora na procura pelo jato.

O navio de carga norueguês Hoegh St. Petersburg chegou pela manhã à área no sul do oceano Índico. O navio estava a caminho de Melbourne após ter saído de Madagascar quando recebeu um pedido das autoridades australianas para ajudar a investigar os objetos detectados por satélite há quatro dias em uma das regiões mais remotas do globo, a cerca de 2,5 mil quilômetros a sudoeste de Perth.

Duas imagens captadas por satélites que podem possivelmente ser do avião desaparecido da Malaysia Airlines são grandes, o que pode ser um sinal de que se tratam de destroços da aeronave, informou a Autoridade Australiana de Segurança Marítima nesta quinta-feira.

"São objetos de um tamanho razoável e provavelmente cheios de água, movendo-se para cima e para baixo na superfície", disse John Young, gerente-geral da divisão de resposta a emergências da agência, em entrevista coletiva. Segundo ele, o maior dos objetos tem 24 metros.

A Austrália enviou quatro aeronaves de reconhecimento e dois navios para uma área no sul da zona de buscas no sul do oceano Índico para buscar os objetos detectados pelos satélites, mas o mau tempo dificultou a operação.

A água no local da busca tem "muitos milhares de metros de profundidade", e a visibilidade ruim na área pode prejudicar as buscas, apesar de a água ser moderada, disse Young.

Especialistas acreditam, no entanto, que as chances de as duas peças pertencerem ao avião desaparecido são pequenas. "Há uma grande probabilidade de esses destroços serem de outras companhias de transporte", apostou Jason Middleton, professor de aviação na Universidade de New South Wales, em Sydney. / AP, REUTERS e EFE