Navesh Chitrakar | Reuters
Navesh Chitrakar | Reuters

Médicos sem Fronteiras estima que 6.700 rohingyas foram mortos em Mianmar

Etnia da minoria muçulmana foge da perseguição do Exército e quase 650 mil buscaram refúgio em Bangladesh

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2017 | 04h21

RANGUN, MIANMAR - A organização humanitária Médicos sem Fronteiras (MSF) estima que pelo menos 6.700 rohingyas - minoria muçulmana em Mianmar -  foram mortos no primeiro mês de violência desde que começou, no final de agosto, a repressão do Exército birmanês contra os rebeldes de um Estado do oeste do país. Os dados são baseados em pesquisas com refugiados em Bangladesh e o número é muito maior do que os 400 divulgados oficialmente.

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A pesquisa mostrou que pelo menos 9 mil rohingyas morrem em Myanmar, entre 25 de agosto e 24 de setembro deste ano. "Em estimativas mais conservadoras", pelo menos 6.700 dessas mortes foram causadas pela violência, incluindo 730 crianças menores de 5 anos de idade, afirma o MSF.

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Segundo a organização, essa é "a indicação mais clara da violência generalizada" cometida pelas autoridades de Mianmar. Desde agosto, mais de 647 mil rohingyas foram obrigados a se refugiar em Bangladesh de acordo com a entidade. /AFP

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