Médicos separam gêmeas siamesas na Austrália

Uma equipe de 16 cirurgiões e enfermeiras conseguiu, após 25 horas de uma delicada operação, separar duas gêmeas de Bangladesh que nasceram unidas pela cabeça. Ambas dividiam veias e parte do tecido cerebral. Não se sabe ainda se as gêmeas siamesas de 2 anos, Trishna e Krishna, terão algum dano cerebral após a operação. Segundo os médicos, a chance de isso ocorrer é de 50%.

AE-AP, Agencia Estado

17 Novembro 2009 | 15h11

As garotas permanecem em coma induzido, o que deve durar ainda alguns dias, durante os quais serão monitoradas. "As equipes conseguiram separar seus cérebros e elas estão ambas muito bem", afirmou o chefe do hospital Royal Children, Leo Donnan. "Agora nós temos a longa tarefa da cirurgia de reconstrução, que durará muitas horas."

Os cirurgiões plásticos utilizaram a própria pele da garota, entre outros materiais, para a reconstrução, que durou cinco horas e foi feita logo após o fim da cirurgia.

As meninas foram encontradas em um orfanato de Bangladesh, em 2007, por um representante da Fundação Children First, que levou os bebês para a Austrália.

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