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Membros de quadrilha que roubava passaportes estavam em avião malaio

O Estado de S. Paulo

10 Março 2014 | 14h 03

Autoridades do país evitam divulgar nacionalidades de suspeitos, mas dizem que não eram asiáticos

KUALA LAMPUR - O Departamento de Aviação Civil da Malásia acredita que os dois passageiros que viajavam com passaportes roubados no voo MH370 que desapareceu no sábado, 8, a caminho de Pequim faziam parte de uma quadrilha de ladrões de documentos. Os dois já foram identificados, mas as autoridades da Malásia não quiseram divulgar suas nacionalidades. Apenas ressaltaram que não são uigures - etnia muçulmana separatista do leste da China.

Segundo o diretor-geral do DAC malaio, os suspeitos não eram asiáticos. "A divulgação de suas identidades podem prejudicar as investigações", disse Azharudin Abdul Rahman. "O homem também não é da província chinesa de Xinjiang", acrescentou ao se referir à região autônoma, onde um conflito entre o regime comunista e minorias muçulmanas como os uigures aumentou nos últimos anos.

  

Os meios de comunicação chineses se perguntam se o desaparecimento do avião está vinculado com o atentado atribuído a grupos separatistas de Xinjiang praticado em 1º de março em uma estação de trem de Kunming, capital da província de Yunnan, que deixou 29 mortos e 143 feridos.

Os passaportes roubados na Tailândia em 2013 e 2012 pertencem ao italiano Luigi Maraldi e o austríaco Christian Kozel, e nenhum dos dois se encontrava na Malásia no sábado passado.

Agências de inteligência de vários países participam de uma investigação que procura esclarecer o que aconteceu com o avião e quem eram os passageiros com passaporte falsos.

O diretor-geral do departamento de Aviação Civil da Malásia, Azharudin Abdul Rahman, disse hoje que não se descarta nenhuma possibilidade, incluída a de um possível sequestro ou ataque terrorista. "Necessitamos de provas, restos do avião para determinar o que ocorreu", disse Azharudin.

O voo MH370 decolou de Kuala Lumpur às 0h41 locais (13h41 de sexta-feira no horário de Brasília) e deveria chegar em Pequim seis horas depois. As autoridades de aviação civil malaias indicaram que sua última posição no radar antes da perda do sinal foi às 1h30 locais (14h30 de sexta-feira no horário de Brasília).

Ao todo, 239 pessoas estavam no avião, sendo 229 passageiros, incluídos dois menores, e uma tripulação de 12 malaios. Um total de 24 aviões e 40 embarcações do Vietnã, China, Cingapura, Estados Unidos, Indonésia, Tailândia, Austrália, Filipinas e Nova Zelândia participam da busca no golfo da Tailândia, mas, por enquanto, sem ter encontrado restos do aparelho. / EFE