Kurt Stumprf/AP
Kurt Stumprf/AP

Memória de Munique traz preocupação

Ataque a delegação israelense em 1972 foi o mais grave atentado durante Jogos Olímpicos

O Estado de S. Paulo

14 Abril 2016 | 20h18

A intensificação da segurança das delegações olímpicas na Rio-2016 tornou-se uma preocupação geral após a ameaça do Estado Islâmico (EI), mas casos específicos despertam ainda mais temores – países que estão no alvo do terror como Israel ou nações que participam das coalizões que bombardeiam os extremistas no Iraque e na Síria.

O Comitê Olímpico Israelense pretende cumprir sua meta de enviar entre 35 e 40 atletas para os jogos no Rio. Antes, a delegação ficará hospedada em um clube de São Paulo para treinos. O local também abrigará a delegação do Japão. 

A Embaixada de Israel no Brasil afirmou nesta sexta-feira, 15, ter "confiança no trabalho das autoridades brasileiras em relação à segurança dos Jogos Olímpicos". A Confederação Israelita do Brasil (Conib) expressou na quinta-feira 14 preocupação após a confirmação pela Abin de que um integrante francês do EI apontou o Brasil como “próximo alvo”. 

A entidade afirmou que “vê com extrema preocupação os relatos sobre atividades do EI no Brasil e apoia todos os esforços das autoridades para proteger os brasileiros e os estrangeiros que aqui vierem para a Olimpíada.” 

A Conib disse, ainda, que mantém “contato permanente com as autoridades brasileiras” para dar apoio à “manutenção da segurança no país”.

Os jogos do Rio terão duas homenagens aos 11 atletas israelenses assassinados por terroristas em Munique, em 1972 (mais informações nesta página). Na Vila Olímpica, um espaço será dedicado à memória das vítimas do Setembro Negro e um “momento de reflexão” será feito durante a cerimônia de encerramento, segundo o COI.

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