Tobias Schwarz/AFP
Tobias Schwarz/AFP

Merkel e socialistas abandonam meta de redução de emissões em negociações de coalizão

Legendas deram início no domingo às negociações por uma nova coalizão, marcadas por impasses principalmente no tema da imigração

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2018 | 16h48

BERLIM -  Os partidos que estão em negociações para formar um novo governo de coalizão na Alemanha abandonaram uma meta assumida anteriormente pelo país para reduzir as emissões de dióxido de carbono em 40% até 2020, disseram duas fontes à Reuters.

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Anteriormente, o grupo de jornais RND havia relatado que representantes do Partido Social-Democrata (SPD) e a União Democrata Cristã (CDU) da chanceler Angela Merkel tinham abandonado a meta, mas que ainda iriam manter o objetivo de reduzir as emissões em 55% até 2030.

As legendas deram início no domingo às negociações por uma nova coalizão. Um ponto que deve dificultar as conversas é a política migratória. Há divergências programáticas entre o CSU, partido aliado da chanceler mais à direita que o CDU, e o SPD. 

O CSU enfrenta uma eleição na Bavária em abril e se arrisca a perder a maioria frente o avanço da extrema direita da Alternativa para Alemanha (AfD). Seus dirigentes pediram reiteradamente que endureçam a política de acolhida de solicitantes de refúgio. Ao contrário, o SPD deseja a flexibilização da política para os migrantes, em particular sobre o reagrupamento familiar.

A questão da integração europeia constitui outra fonte de discórdia. O líder do SPD, Martin Schulz - ex-presidente do Parlamento Europeu - defende a criação dos “Estados Unidos da Europa” e apoia os projetos de reforma da eurozona do presidente francês, Emmanuel Macron, com um orçamento próprio e um ministro das Finanças europeu. 

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O CDU de Merkel e o CSU se mostraram muito mais céticos sobre este tema. “Ainda há muito a ser feito”, reconheceu o negociador democrata-cristão Volker Bouffier. O SPD está muito dividido sobre o que fazer. Após sua derrota nas urnas, muitos de seus membros prefeririam uma etapa na oposição.

“O fim segue em aberto para nós”, assinalou um dos negociadores social-democratas, Michael Groschek, em um sinal de que os socialistas podem não ceder./ REUTERS e AFP

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