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REUTERS/Gretchen Ertl

Mesmo ausente, Trump domina debate em Iowa

Ted Cruz e Marco Rubio duelam e Jeb Bush tem melhor desempenho, mas bilionário ainda é centro das atenções em evento que boicotou

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Cláudia Trevisan, CORRESPONDENTE / WASHINGTON,
O Estado de S. Paulo

29 Janeiro 2016 | 21h18

Com Donald Trump ausente do sétimo debate entre pré-candidatos republicanos à presidência dos EUA, o senador texano Ted Cruz se transformou no principal alvo dos adversários e dos moderadores do evento realizado na noite de quinta-feira.

Segundo colocado nas pesquisas, Cruz teve dificuldades para explicar mudanças de posição em relação à imigração e não foi convincente quando criticado pelo colega Marco Rubio por votar contra a expansão do orçamento militar americano.

“Cruz foi esmurrado ontem à noite”, disse Trump em discurso realizado nesta sexta-feira em New Hampshire. “Ainda bem que eu não estava lá”, ressaltou o candidato, que realizou um evento paralelo ao promovido pela rede de TV Fox News.

O ex-governador Jeb Bush foi um dos que mais se beneficiou da ausência do bilionário e teve seu melhor desempenho dos debates até agora. “Sinto falta de Donald Trump, ele era como um pequeno urso de pelúcia para mim. Nós sempre tivemos uma relação tão amável nesses debates”, ironizou Bush, criticado com frequência pelo bilionário por sua suposta falta de energia e má performance nas pesquisas eleitorais. Filho e irmão de ex-presidentes americanos, ele amarga o quinto lugar na disputa, com cerca de 5% das intenções de voto.

Os mais tensos embates da noite foram protagonizados por Cruz e Rubio, dois senadores filhos de imigrantes cubanos que tentam se firmar como alternativa a Trump. Ambos foram questionados por terem sido a favor da legalização de imigrantes indocumentados no passado, mas Cruz em geral se saiu pior do que Rubio, que tem o terceiro lugar nas pesquisas.

Tática. Mesmo ausente, o bilionário do setor imobiliário liderou as menções no Twitter durante o debate e dominou o noticiário nas redes CNN e MSNBC, que transmitiram ao vivo o evento que promoveu em favor de veteranos de guerra a poucos quilômetros do local em que seus adversários se enfrentavam, na capital de Iowa.

Com o boicote, o bilionário que lidera as pesquisas entre os republicanos evitou ataques sobre suas próprias posições, especialmente em relação a questões caras ao eleitorado conservador de Iowa, como sua defesa do direito ao aborto no passado.

Mesmo sem a participação de Trump, o debate foi visto por 12,5 milhões de pessoas, mais que as 11,1 milhões que ligaram suas TVs para assistir ao embate anterior dos republicanos. Mas a de quinta-feira foi a segunda pior audiência dos sete eventos do tipo realizados pelo partido na atual disputa pela candidatura presidencial.

O debate foi o último antes das prévias de Iowa, na segunda-feira, que darão início à sucessão de decisões estaduais sobre a definição dos candidatos à presidência das duas grandes legendas dos EUA. 

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