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Michelle Obama inicia abaixo-assinado em favor da educação das meninas pelo mundo

- Atualizado: 24 Março 2016 | 16h 56

Primeira-dama dos EUA deu início a uma campanha que visa reunir assinaturas em apoio ao direito que foi negado a cerca de 62 milhões de garotas

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, lançou recentemente uma mobilização para reunir assinaturas no mundo todo em apoio à educação de meninas que têm esse direito negado. Com o nome de #62MillionGirls (#62MilhõesdeGarotas, em inglês), a campanha surgiu como parte da iniciativa do governo americano chamada Let Girls Learn (Deixem as Garotas Aprenderem), com o objetivo de apoiar as 62 milhões de meninas pelo mundo que estão fora das escolas, sendo metade delas adolescentes.

A iniciativa (confira aqui) foi colocada na internet na Change.org, uma das maiores plataformas de abaixo-assinados do mundo, que conta com mais de 140 milhões de usuários em 196 países. A diretora da empresa na América Latina, Susana Garrido, em entrevista ao Estado, disse que a divulgação da ideia dará a “às pessoas a chance de participarem da campanha” e iniciarem outras mobilizações. “Tentamos facilitar a conexão entre as pessoas. Há vários abaixo-assinados que têm educação como tema”, afirmou.

Campanha de Michelle Obama tem objetivo de apoiar as 62 milhões de meninas pelo mundo que estão fora das escolas, sendo metade delas adolescentes

Campanha de Michelle Obama tem objetivo de apoiar as 62 milhões de meninas pelo mundo que estão fora das escolas, sendo metade delas adolescentes

Susana destaca que fazer com as pessoas se unam em torno do assunto é de grande importância, pois pode desencadear mudanças concretas na vida das meninas. “Michelle está usando sua capacidade de transformação para um tema muito importante. Isso deve ter um efeito transformador.”

Parte da campanha procura reduzir as barreiras que as impedem de completar sua educação. Sem estudos, as jovens têm menos oportunidades econômicas e ficam mais vulneráveis a doenças sexualmente transmissíveis, ao casamento forçado, além de outras formas de violência.

Michelle anunciou o abaixo-assinado durante o SXSW, festival de cinema, música e tecnologia, realizado em Austin, no Estado do Texas. Na ocasião, ela disse que estava “muito animada” com a campanha e com a mobilização pela educação “estar acontecendo internacionalmente na plataforma”.

Na visão de Susana, a primeira-dama conseguirá um número grande de assinaturas, pois chamará atenção de inúmeras pessoas que se interessam pela causa e podem fazer novas propostas. Apesar de a campanha ter sido iniciada há uma semana, a diretora afirma que não se pode dizer o que ela se tornará, mas acredita que será “bem-sucedida”.

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REUTERS/Eduardo Munoz
MIchelle Obama

Primeira-dama desde 2009, quando seu marido Barack Obama assumu a presidência dos EUA, Michelle nasceu em Chicago e se formou na Universidade Princeton e na Escola de Direito de Harvard. Casou-se com Obama em 1992, com quem tem duas filhas, Malia e Sasha, e se destaca por sua atuação em defesa da mulheres. Em 2015, participou de um vídeo no qual canta rap para incentivar os jovens a frequentarem a universidade

“A iniciativa tem a capacidade de abrir a possibilidade de participação da sociedade” e chamar atenção do poder público, provocando impacto e mobilizando pessoas. Segundo a diretora, a ideia do projeto é que as pessoas se identifiquem com a campanha e estimulem a criação de ações locais.

A liderança de Michelle Obama faz com que outras celebridades sejam atraídas para a causa. Neste caso, já atraiu as atrizes Queen Latifah, Sophia Bush e Black Lively. “Ela (Michelle) tem a capacidade de atrair outros famosos e pessoas de diferentes públicos”, afirmou Susana. No final de 2015, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, fez uma mobilização na plataforma Change.org voltada para a educação.

PARA LEMBRAR

De estudante a ativista

Malala Yousafzai, paquistanesa de 18 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2014 por sua campanha contra os esforços do Taleban para impedir as mulheres de estudarem. Ela foi atacada em 2012 e ficou gravemente ferida. Desde então, Malala se tornou uma ativista contra os militantes que atuam em áreas de etnia pashtun no Paquistão e a favor da educação de garotas.

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