AP Photo/Hassan Ammar
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Imprensa síria faz retratação e diz que ataque em Homs não aconteceu

Agência oficial 'Sana' diz que 'um falso alerta relacionado a uma violação do espaço aéreo durante a noite acionou as sirenes da defesa antiaérea'

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018 | 03h10
Atualizado 17 Abril 2018 | 08h15

DAMASCO - A imprensa estatal síria anunciou que não aconteceu um ataque nesta terça-feira, 17, na Província de Homs, retificando uma informação anterior de que a defesa antiaérea havia interceptado mísseis.

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"Um falso alerta relacionado a uma violação do espaço aéreo durante a noite acionou as sirenes da defesa antiaérea", afirmou a agência oficial síria Sana, que citou uma fonte militar. "Não aconteceu um ataque externo contra a Síria.”

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Mais cedo, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou grandes explosões nos arredores da base aérea de Shayrat, em Homs, e na região de Qalamun, próxima a Damasco, que abriga outras bases aéreas. O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, garantiu que os mísseis não atingiram qualquer base. 

Um porta-voz do Exército hebreu contatado pela agência France-Presse disse não ter "conhecimento de qualquer incidente deste tipo", após rumores sobre a autoria israelense.

Em Washington, o Pentágono assegurou que os EUA e a coalizão que lidera na região contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) não têm qualquer ligação com os mísseis. "Não há operações dos EUA ou da coalizão nesta zona", declarou a porta-voz do departamento americano de Defesa, Heather Babb. 

Em abril de 2017, mísseis americanos Tomahawk atingiram a base aérea de Shayrat, em um bombardeio ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em represália a um suposto ataque químico contra o reduto rebelde de Khan Shaykhun, na Província de Idlib. 

Na madrugada de sábado, Washington, Paris e Londres mobilizaram navios de guerra e aviões para atacar centros de pesquisa ligados, segundo os ocidentais, ao programa de armas químicas do regime sírio, uma semana após o bombardeio contra a localidade de Duma, onde mais de 40 pessoas teriam morrido intoxicadas.

Na ação de sábado, a Rússia - que mantém tropas na Síria em apoio ao regime - foi avisada com antecedência e os alvos designados estavam "completamente vazios". No dia seguinte, o presidente russo, Vladimir Putin, advertiu EUA, França e Reino Unido contra novos ataques à Síria, que provocariam "inevitavelmente caos" nas relações internacionais. / AFP

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