Mídia sul-coreana compara muro à divisão das Coreias

Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, os jornais sul-coreanos pediram hoje que o governo se prepare, caso a última fronteira da Guerra Fria - a divisão entre as Coreias - seja retirada de repente.

AE, Agencia Estado

09 Novembro 2009 | 18h52

O aniversário "é uma ocasião para pessoas de ambas as Coreias refletirem sobre a dura realidade de sua divisão nacional", afirmou o jornal "Dong-A Ilbo". Em um editorial, o diário nota que como no caso das Alemanhas em 1989, a península coreana pode passar por uma reunificação inesperada.

O "Korea Herald" abordou a mesma questão. "Bem como a queda do Muro de Berlim pegou os alemães ocidentais desprevenidos, também o colapso das cercas fronteiriças seria uma surpresa para os sul-coreanos", afirmou o jornal, citando a recente doença do líder norte-coreano Kim Jong-il. "Uma questão-chave aqui é se a Coreia do Sul está ou não bem preparada para a reunificação como a Alemanha Ocidental estava. A resposta é um sonoro ''não''."

O "Herald" lembrou da proposta do presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, de auxiliar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos norte-coreanos a subir para US$ 3 mil ao longo da próxima década, caso o país abandone suas ambições nucleares. "Ele aparentemente imagina que a reunificação é inimaginável até lá", aponta o editorial.

O jornal "Dong-A" afirmou que a via para a reunificação está mais difícil. Kim "procura transferir o poder para seu filho enquanto confronta a comunidade internacional com armas atômicas", avalia o diário. "A população do Norte de 24 milhões, com a lavagem cerebral de seu governo totalitário, luta contra a fome." As informações são da Dow Jones.

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