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Milhares de mexicanos protestam contra Trump em ruas do país

Manifestantes criticam promessa do presidente americano de construir um muro na fronteira com o México

O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2017 | 19h08

CIDADE DO MÉXICO - Em plena crise diplomática com seu vizinho Estados Unidos, milhares de mexicanos foram às ruas de diferentes cidades do país neste domingo, 12, para protestar contra o presidente Donald Trump e suas políticas contra o México, em uma mostra de união nacional que também incluiu críticas ao presidente Enrique Peña Nieto.

Cartazes exigindo respeito ao México e criticando a construção de um muro na fronteira com os EUA  eram os mais vistos nas manifestações na capital do país. Os participantes também carregavam muitas bandeiras mexicanas.

Em declarações ao jornal El Universal durante a manifestação, o historiador Enrique Krauze explicou que o protesto não é contra os EUA nem contra o povo americano. "É uma passeata contra o absurdo, a injustiça e o abuso que nossos conterrâneos, suas famílias nos EUA, e, em geral, todo o povo mexicano, está sofrendo por parte deste monstro que por um acidente histórico ocupa a Casa Branca", afirmou Krauze. Alguns manifestantes chamavam Trump em seus cartazes de "narcisista e psicopata". Em outro, Trump era comparado a Adolf Hitler.

O presidente americano assinou no dia 25 de janeiro um decreto que lançou o projeto de construção do muro na fronteira mexicana, uma de suas promessas de campanha. Em muitas ocasiões, Trump afirmou que sua intenção era forçar o México a financiar a obra, mas o governo de Peña Nieto rejeita a possibilidade categoricamente. No sábado 11, Trump prometeu reduzir "significativamente" o custo do muro, estimado em bilhões de dólares.

O protesto, que contou com a presença de muitas famílias e pessoas vestidas de branco, foi convocado pelas redes sociais com a hashtag #vibraMéxico e slogans como "Precisamos que a liberdade seja mais que uma estátua" ou "Pela unidade e dignidade do México". Foram registrados protestos em Cidade do México, Mérida, Villahermosa, Guadalajara, Monterrey, Hermosillo, Colima, León, Irapuato e Morelia.

Segundo os organizadores, o objetivo era "expressar rejeição e indignação diante das pretensões do presidente Trump, e contribuir para a busca de soluções concretas para os desafios implicados por elas".  Entre as mais de 70 organizações que se uniram à iniciativa estão a Anistia Internacional e a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).

Além do #vibraMéxico, outro movimento, batizado como "Mexicanos Unidos", saiu às ruas contra o muro de Trump e em defesa da dignidade e dos direitos dos imigrantes mexicanos nos EUA.

O presidente do México também foi alvo das críticas. Alguns cartazes questionavam o governo e pediam a saída de Peña Nieto do poder. /AFP e EFE

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