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Primavera Árabe

Milícias islâmicas tomam controle da capital da Líbia

Estadão Conteúdo

24 Agosto 2014 | 19h 05

Cairo, 24/08/2014 - As milícias islâmicas da Líbia disseram neste domingo que consolidaram seu domínio sobre a capital do país, Trípoli, e o aeroporto internacional, expulsando grupos rivais. O grupo que reúne diversas milícias e se autointitula Aurora da Líbia batalhava há uma semana pelo controle da cidade.

A batalha pelo domínio da capital concentra as milícias islâmicas, oriundas da cidade de Misrata, contra grupos armados que vierem do oeste do país, das montanhas de Zintan. A Líbia virou palco de violentas batalhas desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, que foi seguida de sucessivas trocas de governo. Os conflitos se acentuaram após facções islâmicas perderem poder no Parlamento nas eleições de junho. Isso, por sua vez, levou um general renegado do Exército, Khalifa Hifter, de Benghazi, a liderar um movimento contra os grupos islâmicos.

Após tomar o controle da capital, neste domingo, o Aurora da Líbia convocou o antigo Parlamento, dominado por grupos islâmicos, a se reunir e "adotar as medidas necessárias para proteger a soberania do Estado". O porta-voz da antiga legislatura, Omar Hmeidan, disse que o Parlamento vai se reunir até que seja possível passar os poder para os novos deputados.

Entretanto, os grupos que conseguiram maioria nas eleições de junho classificam os islâmicos do Aurora da Líbia como "foras da lei" e "terroristas". Os novos deputados têm se reunido em Tobruk, no litoral leste do país, em função dos receios de segurança em Trípoli e Benghazi.

Novos conflitos neste sábado entre as forças leais ao general Hifter e as milícias islâmicas em Benghazi deixaram pelo menos oito mortos e 35 feridos.

Neste domingo, o presidente do Egito, o general Abdel-Fattah el-Sissi, negou acusações do Aurora da Líbia de que o país e os Emirados Árabes Unidos estejam por trás de bombardeios contra posições das milícias islâmicas em Trípoli. Segundo ele, as forças egípcias não realizaram nenhuma operação militar fora do país, "até agora". Fonte: Associated Press.

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