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Milícias pró-Rússia invadem base aérea ucraniana na Crimeia

O Estado de S. Paulo

22 Março 2014 | 13h 44

Ao menos um soldado do quartel ficou ferido e comandante foi levado para negociar rendição

KIEV - Milícias pró-Rússia forçaram ontem a entrada em uma base aérea da Crimeia com veículos armados, granadas e tiros. Ao menos um soldado ucraniano ficou ferido. O comandante da base foi preso. O portão do quartel foi derrubado por um tanque enquanto foram ouvidas trocas de tiros nos arredores do complexo.

Segundo o coronel Yuri Manchur, ele seria levado para negociar a rendição da base com autoridadespró-Rússia. Questionados se ele acreditava que retornaria das conversas em segurança, disse: "Vamos esperar para ver. Por agora, estamos concentrando todas as nossas armas no armazenamento da base."

A base de Balbek é uma das últimas sob comando ucraniano na Crimeia desde que a Península foi anexada pela Rússia depois de um referendo aprovado pela população , majoritariamente de etnia russa, na semana passada.

Mais cedo, o subcomandante do quartel, Oelg Podovalov disse que forças russas tinham cercado o local e dado um ultimato para sua rendição.

Sanções. Ainda ontem, em Moscou, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou por meio de comunicado que seu país tem o direito de responder na mesma moeda à segunda leva de sanções impostas pela União Europeia, em razão da anexação da Crimeia

A UE impôs um novo conjunto de sanções na sexta-feira, acrescentando 12 russos e ucranianos a uma lista de pessoas visadas pela UE cujos bens serão congelados e que serão proibidas de viajar. Agora existem 33 pessoas na lista.

"É uma pena que o Conselho Europeu tenha tomado essa decisão que está divorciada da realidade", disse o porta-voz do ministro, Alexander Lukashevich, em uma declaração no site do ministério.

"Acreditamos que está na hora de voltarmos para a plataforma de cooperação pragmática, que reflete os interesses dos nossos países. No entanto, é claro que o lado russo se reserva ao direito de dar uma resposta comparável às ações tomadas."

Na quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, também ampliou as sanções à Rússia. / REUTERS