Mineradora é acusada de danificar muralha da China

Uma companhia que explora ouro está sendo investigada por causar sérios danos a um dos trechos mais antigos da Muralha da China. A Hohhot Kekao é suspeita de destruir 100 metros da muralha durante pesquisas na Mongólia, a noroeste de Pequim.

AE-AP, Agencia Estado

11 Novembro 2009 | 16h24

A informação sobre o caso foi confirmada hoje pelo chefe do escritório regional de relíquias culturais, Wang Dafang. Caso a culpa seja comprovada, funcionários da empresa podem pegar até dez anos de prisão, dependendo do grau do estrago.

A parte danificada da muralha data da Dinastia Qin (221-207 a.C.) e é muito mais baixa e menos grandiosa que as partes mais conhecidas e visitadas da obra, nas proximidades de Pequim. "Algumas pessoas pensam que a única parte que precisa ser protegida da Muralha está em Pequim", disse Wang. "Ainda que a Muralha da Mongólia Interior seja mais modesta, ela carrega o mesmo significado."

Construída para evitar incursões de tribos do norte e reforçada por sucessivas dinastias, ao longo de 2 mil anos, a Muralha da China enfrenta ameaças de minas, rodovias e projetos comerciais, além de moradores que roubam materiais para construção. O monumento é considerado um patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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