Ministros chegam para negociações nucleares com Irã

As negociações sobre o programa nuclear do Irã ganharam fôlego neste sábado, com os ministros de Relações Exteriores da França e da Alemanha se juntando ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, para reuniões com diplomatas do país asiático. O encontro ocorre na cidade suíça de Lausanne, dias antes do prazo final de 31 de março estabelecido para que se chegasse a um acordo preliminar.

AE, Estadão Conteúdo

28 Março 2015 | 12h17

O negociador iraniano Majid Takht-e Ravanchi negou relatos divulgados pela imprensa de que as partes estariam perto de um acordo. Outras autoridades também relataram dificuldades nas negociações. "As conversas têm sido longas e difíceis. Nós avançamos em alguns assuntos, mas não obtivemos progresso suficiente em outros", comentou o ministro francês Laurent Fabius.

Kerry se encontrou mais cedo neste sábado com o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, antes de conversas com Fabius e o ministro alemão Frank-Walter Steinmeier. Os chanceles de Rússia, China e Reino Unido também devem chegar a Lausane neste fim de semana. "A etapa final das longas negociações começou", disse Steinmeier.

Aparentemente houve progresso em um dos principais tópicos: o futuro do programa de enriquecimento de urânio do Irã. Com essa tecnologia é possível produzir material para usos na medicina, pesquisas científicas e geração de energia, mas também para a construção de uma bomba atômica. As partes concordaram, em princípio, que o Irã terá de limitar o número de centrífugas a 6 mil no seu principal local de pesquisa por pelos menos dez anos. Posteriormente essas restrições seriam gradualmente relaxadas.

Fontes também dizem que os EUA devem permitir que o Irã continue operando centrífugas no bunker subterrâneo de Fordo, mas terá de reduzir a produção e pesquisa em outros locais. Em Fordo não seria permitida a produção que pudesse levar a uma bomba atômica, o uso de urânio seria muito restrito e o local estaria sujeito a inspeções internacionais. Além disso, o reator nuclear que está quase concluído seria remodelado para produzir muito menos plutônio do que o originalmente previsto.

Um dos pontos mais problemáticos das negociações são as sanções econômicas contra o Irã. Também existem questões em aberto sobre como o cumprimento do acordo seria monitorado. Fonte: Associated Press.

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