Kim Hong-Ji/AFP
Kim Hong-Ji/AFP

Ministros da China, Coreia do Sul e Japão se reúnem após três anos

Relação entre os países é prejudicada por questões históricas e territoriais; nações querem retomar as cúpulas entre seus líderes

AE, Estadão Conteúdo

21 Março 2015 | 11h37

No primeiro encontro em três anos, os ministros de Relações Exteriores de Coreia do Sul, Japão e China concordaram neste sábado, 21, em trabalhar em conjunto para melhorar os laços, que haviam sido prejudicados por questões históricas e territoriais. Os dirigentes também querem retomar cúpulas trilaterais entre seus líderes.

Sentimentos negativos em relação ao Japão cresceram na Coreia do Sul e na China nos últimos anos, diante dos supostos esforços de Tóquio em esconder a brutal colonização da península coreana e a invasão na China na primeira metade do século 20. Por essa razão, as negociações trilaterais entre os ministros foram suspensas e não houve nenhuma reunião conjunta dos líderes desses países desde 2012.

Os ministros de Relações Exteriores disseram em uma declaração conjunta, após a reunião deste sábado em Seul, que se esforçarão para retomar as negociações trilaterais de cúpula no momento mais cedo e conveniente para os três países.

"Os três ministros de Relações Exteriores, com base no espírito de olhar diretamente para a história e seguir em frente para o futuro, concordaram em fazer esforços conjuntos para resolver adequadamente os problemas relacionados, melhorar as relações bilaterais e reforçar a cooperação trilateral", disse o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Yun Byung-se, em entrevista coletiva.

Apesar do acordo, ainda é preciso ver se a reunião de cúpula pode ser realizada em breve.

"Os problemas relacionados com a história não são sobre o passado, mas sobre o presente", disse o ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, na entrevista. Ele disse que os países não devem permitir que as suas relações sejam ainda mais prejudicadas por questões históricas.

O ministro de Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida evitou falar sobre assuntos controversos durante a coletiva de imprensa. Fonte: Associated Press.

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