AP Photo/Fernando Llano
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Missa pela paz termina em pancadaria na Venezuela 

O tumulto começou depois que o cardeal Jorge Urosa Savino, arcebispo de Caracas, pediu na homilia que o público rezasse para Jesus ajudar a resolver os conflitos de maneira pacífica e democrática

O Estado de S. Paulo

12 Abril 2017 | 20h16

A missa solene em ocasião da “Quarta-feira Santa” para os católicos na Basílica de Santa Teresa, em Caracas, na Venezuela, foi interrompida nesta quarta-feira, 12, por uma confusão entre um grupo favorável ao presidente, Nicolás Maduro, e membros da oposição. 

O tumulto começou depois que o cardeal Jorge Urosa Savino, arcebispo de Caracas, pediu na homilia que o público rezasse para Jesus ajudar a resolver os conflitos de maneira pacífica e democrática. Parte dos fiéis respondeu, em voz alta, “liberdade”. Outros gritaram a favor do governo. 

A celebração foi interrompida aos gritos por um grupo que defendia o presidente e causou revolta em muitos dos fiéis que participavam da missa. Vídeos nas redes sociais mostram agressões entre os dois grupos. 

A missa ocorria antes da tradicional procissão da estátua do Nazareno São Pedro, uma das imagens sacras mais veneradas entre os venezuelanos e um dos eventos mais tradicionais da semana da Páscoa no país. 

Vários líderes da oposição haviam anunciado que participariam da missa e da procissão, pedindo para que os fiéis levassem consigo uma bandeira “como sinal do respeito pela Venezuela e pela democracia”. 

O cardeal é conhecido por sua posição anti-Maduro. Ontem, também foi divulgada uma entrevista em que ele afirma que o presidente “não pode continuar a proteger grupos armados que agem com impunidade”, em uma alusão aos “coletivos”, as violentas organizações que seriam as responsáveis por mortes de manifestantes.

 

Em várias ocasiões, os chavistas acusaram o religioso e demais líderes da Igreja venezuelana de beneficiar os opositores. / ANSA e EFE 

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