Missão de americanos e curdos liberta 70 reféns do EI; um soldado americano morre

Foi a primeira baixa militar dos EUA na missão contra os jihadistas, que já dura mais de um ano, e tinha foco em ataques aéreos e treinamento e assessoria às forças iraquianas

O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 15h25

BAGDÁ - Em uma rara missão, soldados dos EUA conduziram uma operação especial com combatentes curdos Peshmerga, forças de autodefesa dos curdos iraquianos, com sede em Kirkuk, e libertaram cerca de 70 reféns do Estado Islâmico (EI). No entanto, a operação acabou com um soldado americano morto. 

Cerca de 30 americanos das forças armadas participaram das operações especiais na cidade de Hawija, disseram autoridades dos EUA.  A missão de alto risco foi a primeira desse tipo com as forças Peshmerga e ocorreu depois que o setor de inteligência mostrou que os combatentes curdos estavam em perigo iminente lutando contra o Estado Islâmico. 

O porta-voz do Pentágono, Peter Cook, explicou que a missão aconteceu hoje e foi solicitada pelo governo Regional do Curdistão Iraquiano. O porta-voz do Departamento de Defesa acrescentou que a operação foi "deliberadamente planejada e lançada após se conhecer que os sequestrados tinham pela frente uma iminente execução em massa", e foi realizado com helicópteros americanos em apoio às forças curdas.

Houve troca de tiros na operação. Um soldado americano ficou ferido e acabou morrendo, tornando-se a primeira baixa militar dos EUA na missão contra os jihadistas sunitas do EI, que já dura mais de um ano, e tinha foco em ataques aéreos e treinamento e assessoria às forças iraquianas.

Além disso, foram detidos cinco terroristas do grupo jihadista, e um número não determinado de extremistas morreu. Foram libertados cerca de 70 reféns, entre eles 20 membros das forças de segurança iraquianas, disse Cook. O porta-voz do Pentágono declarou também que as forças americanas encontraram "importantes informações de inteligência sobre o EI".

Na operação, ficaram feridos quatro soldados das forças armadas do Curdistão iraquiano. Esta não é a primeira missão específica das forças especiais americanas na qual foi preciso enfrentar membros do Estado Islâmico, mas a primeira que terminou com a morte de um militar americano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, insistiu desde o início da missão contra o EI que não usará tropas em campo para que tenham um papel de combate, e focará suas operações em assistência e treinamento a forças locais e ataques aéreos, tanto na Síria como no Iraque onde há presença dos jihadistas. / AP e EFE 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.