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Missouri pede envio da Guarda Nacional contra protestos raciais

Na noite de ontem, houve confronto entre a polícia e manifestantes e duas pessoas ficaram feridas; sete foram presas

Jovem joga água no rosto para contornar os efeitos de bombas de gás lacrimogêneo em protesto em Ferguson, no Missouri
Jovem joga água no rosto para contornar os efeitos de bombas de gás lacrimogêneo em protesto em Ferguson, no Missouri

SAINT LOUIS, EUA - O governador do Missouri, Jay Nixon, pediu nesta segunda-feira, 18, o envio de tropas da Guarda Nacional para a cidade de Ferguson, nos arredores de Saint Louis, após mais uma noite de violentos protestos decorrentes da morte do adolescente negro Michael Brown. Na noite de ontem, houve confronto entre a polícia e manifestantes e duas pessoas ficaram feridas. Sete foram presas.

"Esses atos violentos são um desserviço à família de Michael, à sua memória e às pessoas dessa comunidade que querem justiça e segurança", disse o governador em comunicado.

Os protestos dos últimos dias alimentaram a tensão racial entre os moradores de Ferguson, em sua maioria negro, e a polícia estadual. Ativistas de direitos civis nos EUA comparam o caso à morte do adolescente negro Trayvon Martin, na Flórida, em 2012. 

A organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) enviou dois representantes a Ferguson para estudar a resposta policial aos protestos e se reunir com membros da comunidade, assim como com autoridades locais e do estado do Missouri. 

O procurador-geral, Eric Holder, ordenou que uma equipe médica federal realizasse uma segunda autópsia "devido às circunstâncias extraordinárias que rodeiam o caso e a pedido da família", segundo informou o porta-voz do Departamento de Justiça, Brian Fallon, em comunicado.

O porta-voz disse que a autópsia será efetuada "o mais rápido possível" e informou que os funcionários do Departamento de Justiça que trabalham no caso também levarão em conta o exame realizado pelas autoridades estaduais para sua investigação.

O advogado da família, Anthony Gray, considerou esta ação um sinal "encorajador" de que a investigação independente está avançando "e isso é o que a família quer", garantindo que todos os parentes estão "devastados". / AP e EFE