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Missouri pede envio da Guarda Nacional contra protestos raciais

O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2014 | 09h 43

Na noite de ontem, houve confronto entre a polícia e manifestantes e duas pessoas ficaram feridas; sete foram presas

Robert Cohen / Saint Louis Dispatch/AP
Jovem joga água no rosto para contornar os efeitos de bombas de gás lacrimogêneo em protesto em Ferguson, no Missouri

SAINT LOUIS, EUA - O governador do Missouri, Jay Nixon, pediu nesta segunda-feira, 18, o envio de tropas da Guarda Nacional para a cidade de Ferguson, nos arredores de Saint Louis, após mais uma noite de violentos protestos decorrentes da morte do adolescente negro Michael Brown. Na noite de ontem, houve confronto entre a polícia e manifestantes e duas pessoas ficaram feridas. Sete foram presas.

"Esses atos violentos são um desserviço à família de Michael, à sua memória e às pessoas dessa comunidade que querem justiça e segurança", disse o governador em comunicado.

Os protestos dos últimos dias alimentaram a tensão racial entre os moradores de Ferguson, em sua maioria negro, e a polícia estadual. Ativistas de direitos civis nos EUA comparam o caso à morte do adolescente negro Trayvon Martin, na Flórida, em 2012. 

A organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) enviou dois representantes a Ferguson para estudar a resposta policial aos protestos e se reunir com membros da comunidade, assim como com autoridades locais e do estado do Missouri. 

O procurador-geral, Eric Holder, ordenou que uma equipe médica federal realizasse uma segunda autópsia "devido às circunstâncias extraordinárias que rodeiam o caso e a pedido da família", segundo informou o porta-voz do Departamento de Justiça, Brian Fallon, em comunicado.

O porta-voz disse que a autópsia será efetuada "o mais rápido possível" e informou que os funcionários do Departamento de Justiça que trabalham no caso também levarão em conta o exame realizado pelas autoridades estaduais para sua investigação.

O advogado da família, Anthony Gray, considerou esta ação um sinal "encorajador" de que a investigação independente está avançando "e isso é o que a família quer", garantindo que todos os parentes estão "devastados". / AP e EFE