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Morre na prisão um dos condenados pelo genocídio de Srebrenica

- Atualizado: 09 Fevereiro 2016 | 16h 08

Zdravko Tolimir, de 67 anos, foi braço direito do chefe militar dos sérvios da Bósnia, Ratko Mladic; segundo sua mulher, Nada, o ex-general 'estava doente, mas não obteve permissão para se tratar'

BELGRADO - O ex-general servo-bósnio Zdravko Tolimir, um dos responsáveis pelo massacre de cerca de oito mil bósnios muçulmanos em Srebrenica em 1995, morreu na prisão de Haia, onde cumpria sua pena, anunciou nesta terça-feira, 9, uma fonte do Tribunal Penal Internacional para a Iugoslávia (TPII). "Foi chamado um médico de imediato e as autoridades abriram uma investigação de rotina, como exige a lei", afirmou a fonte.

Tolimir, de 67 anos, foi o braço direito do chefe militar dos sérvios da Bósnia, Ratko Mladic - atualmente julgado por genocídio -, durante a guerra da Bósnia (1992-1995), como assistente para a segurança e assuntos de inteligência no Estado-Maior do Exército da república servo-bósnia.

O ex-general Zdravko Tolimir gesticula no tribunal em Haia, onde teve sua pena de prisão ratificada em 2015

O ex-general Zdravko Tolimir gesticula no tribunal em Haia, onde teve sua pena de prisão ratificada em 2015

A mulher do general, Nada Tolimir, declarou ao jornal sérvio Kurir que ficou sabendo da morte de seu marido durante a noite. "Estava doente, mas não permitiram que viesse se tratar em casa", declarou. Durante sua prisão em 2007 em Bratunac, na Bósnia oriental, a mídia local afirmou que ele sofria de câncer.

O presidente de uma associação de ex-combatentes sérvios da Bósnia, Milomir Savcic, afirmou que Tolimir estava gravemente doente e não recebia a atenção médica adequada, o que complicou seu quadro.

O TPII confirmou em abril do ano passado a prisão perpétua imposta a Tolimir em 2012 pelas acusações de genocídio, extermínio, assassinato, perseguição e atos desumanos.

Após sua chegada a Haia em maio de 2007, Tolimir se declarou inocente e seu julgamento não pôde começar até fevereiro de 2010 devido a seu estado de saúde, já que se negava a tomar os remédios fornecidos pelos médicos do Tribunal. / EFE e AFP

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