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Mortes na Síria passam de 191 mil, diz ONU

Estadão Conteúdo

22 Agosto 2014 | 13h 00

Os últimos três anos de conflitos na Síria já resultaram na morte de mais de 191 mil pessoas, conforme informou nesta sexta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento, que cobre o período de março de 2011 a abril de 2014, é o primeiro divulgado pelo escritório de Direitos Humanos da ONU desde julho de 2013, quando o número de vítimas fatais estava em torno de 100 mil.

Do total de pessoas mortas, 85% eram homens, 9% eram mulheres, e nos demais o gênero não foi identificado. Apesar do desconhecimento das idades da maioria, pelo menos 8.800 eram crianças. Os dados foram coletados a partir de informações do Centro de Pesquisa e Estatísticas da Síria, da Rede Síria de Direitos Humanos, do Observatório Sírio de Direitos Humanos e do governo sírio.

A chefe do escritório de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, afirmou que o resultado é "provavelmente menor do que o número total real de pessoas assassinadas durante os três anos de conflito" e criticou a "paralisia" da comunidade internacional diante dos acontecimentos no país, que, segundo ela, acabaram perdendo espaço nas discussões por conta de vários outros conflitos armados ao redor do mundo.

Segundo seu porta-voz, Rupert Colville, a crítica de Pillay referia-se principalmente ao impasse no Conselho de Segurança da ONU. A Rússia, um dos principais aliados do presidente sírio, Bashar Assad, já usou seu poder de veto em quatro oportunidades para impedir intervenções internacionais na Síria. Fonte: Associated Press.