AP Photo/Pavel Golovkin
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Moscou enfrenta pior nevasca da história; queda de árvores deixa ao menos um morto

Com temperatura de -13ºC e expectativa de até 23 centímetros de neve nesta segunda-feira, vida cotidiana capital russa é amplamente afetada; mais de 2 mil árvores caíram no fim de semana em razão do peso da neve

O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2018 | 10h36

MOSCOU - A maior tempestade de neve registrada em Moscou afeta fortemente a vida cotidiana na capital russa, onde nesta segunda-feira, 5, se registra uma temperatura de 13 graus abaixo de zero.

Forte nevasca provoca mais de 150 cancelamentos e atrasos de voos em Moscou

Ao menos uma pessoa morreu no domingo e outras ficaram feridas pela queda de árvores em razão do peso da neve - as autoridades registraram ao menos 2 mil ocorrências de queda de árvores no fim de semana.

Os pedestres têm muita dificuldade para caminhar nas ruas, tomadas de montes de neve de mais de um metro de altura, tanto nos arredores quanto no coração da cidade de 12 milhões de habitantes.

Os aeroportos da capital tiveram de cancelar os voos devido à neve e os engarrafamentos tomaram conta da cidade. "É a primeira vez em cem anos que tivemos tanta neve. A intensidade das nevascas, a chuva e geadas complicam o trabalho dos funcionários viários", declarou o vice-prefeito de Moscou, Piotr Biriukov.

Nesta segunda são esperados até 23 centímetros de neve, alertaram as autoridades. No domingo, caíram 43 centímetros de neve, mais da metade que cai em média na cidade em um mês, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.

"Esta nevasca trouxe o maior número de precipitações de toda a história. A máxima anterior tinha sido em 1957", informou o Serviço de Meteorologia de Moscou. Cerca de 70.000 agentes da prefeitura foram mobilizados para limpar as estradas.

O motivo da anomalia é o ciclone proveniente do Mar Negro que está acompanhado de fortes ventos e grandes precipitações, que vão começar a diminuir amanhã.

As nevascas não dificultaram apenas a vida dos moscovitas. Milhares de pessoas também estão sem eletricidade nas regiões da zona central da parte europeia da Rússia/ AFP e EFE

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