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MP venezuelano pede 16 anos de prisão para líder da oposição

- Atualizado: 15 Fevereiro 2016 | 16h 38

Antonio Ledezma foi preso no ano passado, acusado de conspirar contra Maduro; Assembleia Nacional vota amanhã Lei de Anistia para opositores presos

Prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma foi preso pelo Serviço Secreto venezuelano  

Prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma foi preso pelo Serviço Secreto venezuelano  

CARACAS - O Ministério Público da Venezuela pediu nesta segunda-feira, 15, uma pena de 16 anos de prisão para o prefeito metropolitano de Caracas, o opositor Antonio Ledzma, acusado conspiração contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Detido há quase um ano, o   líder da oposição estava em prisão domiciliar e foi levado pela manhã ao Palácio de Justiça para a audiência preliminar do seu caso. Amanhã, a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, vota uma Lei de Anistia para libertar líderes políticos detidos desde 2014.  

Ledezma chegou ao tribunal acompanhado por oficiais do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). Ele está em prisão domiciliar desde maio por problemas de saúde. Sua mulher, Mitzy Capriles, acusou o governo de lhe proibir de assistir à audiência. 

"O governo tem a oportunidade de limpar a sua barra. É um momento importante para a reconciliação e anistia", disse Mitzy antes de conhecer o resultado da audiência. "Estamos diante da oportunidade de o governo se adiantar ao resultado da Lei de Anistia e ter generosidade com quem eles sabem que não fez nada do que está sendo acusado."

A audiência preliminar de Ledezma foi marcada originalmente para abril de 2015, mas foi adiada em diversas oportunidades. Para a defesa, o governo tentou atrasar ao máximo o protesto. Ele foi indiciado por conspiração e associação para delinquir. "Não há caso contra ele", acrescentou a mulher de Ledezma. "Tudo foi inventado pelo presidente."

Ledezma, ao lado do líder do Voluntad Popular Leopoldo López e da deputada cassada Maria Corina Machado , idealizou a campanha "A saída", que pediu a renúncia de Maduro em 2014 e levou a protestos de rua que deixaram mais de 40 mortos no país. / AFP

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