EFE/Oficina de prensa de Lilian Tintori
EFE/Oficina de prensa de Lilian Tintori

Mulher de político venezuelano preso se acorrenta em frente ao Vaticano

Lilian Tintori afirmou que sua ação tem como objetivo mostrar para a Santa Sé e ao mundo que 'há mais de cem presos políticos na Venezuela'

O Estado de S. Paulo

05 Dezembro 2016 | 11h34

ROMA - A esposa do político venezuelano preso Leopoldo López, Lilian Tintori, se acorrentou no domingo, 4, em frente ao Vaticano para pedir a libertação de todos os "presos políticos" na próxima reunião de diálogo entre a oposição e o governo, que acontece na terça-feira, 6.

Junto a ela também se acorrentaram Antonieta López, mãe de Leopoldo, e Mitzy Capriles de Ledezma, esposa do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma. "O Vaticano é parte de um diálogo que começou na Venezuela e esse diálogo não deu resultados", criticou Lilian, acorrentada a uma cerca em frente ao Vaticano e com uma bandeira venezuelana, uma foto de seu marido, de Ledezma e de todos os políticos presos a seus pés.

Lilian afirmou que sua ação pretende "lembrar ao Vaticano - que media o diálogo - e ao mundo que há mais de cem presos políticos na Venezuela". A esposa do prefeito de Caracas pediu ao governo venezuelano que "não continue enganando o Vaticano".

"Sentimos que não há respeito realmente nem com nosso Santo Padre nem com o Vaticano como mediador. Houve várias reuniões, mas não há nenhuma resposta a este horror que estamos vendo. Temos entes queridos trancados em masmorras", denunciou Mitzy.

Por sua vez, Antonieta se dirigiu ao papa Francisco para "pedir e rogar que interceda pelos venezuelanos, para que a liberdade e a paz que o povo merece seja devolvida". "Temos certeza e estamos confiantes de que ele vai conseguir", finalizou. / EFE

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