Mulheres de dissidentes presos protestam em Havana

Um grupo de mulheres de dissidentes cubanos presos iniciou um protesto em Havana para exigir a transferência de um dos maridos a um hospital civil. Berta Soler Fernández se instalou num parque localizado em frente à Praça da Revolução com alimentos e água. "Vou esperar aqui até que consiga ver meu marido com meus próprios olhos ou até que me prendam", disse ela à Associated Press. "Noite e dia", prometeu Soler, que é casada com Angel Moya Acosta, sentenciado a 20 anos de prisão. Acompanham Soler outras cinco mulheres, cujos maridos, irmãos ou filhos foram capturados em abril de 2003, depois de uma busca que resultou na prisão de 75 ativistas. Considerados "mercenários" pelo governo cubano, eles foram sentenciados a penas de até 28 anos de prisão. Este tipo de protesto não é comum em Cuba, embora as mulheres dos dissidentes já tenham realizado marchas e enviado cartas a intelectuais e personalidades internacionais para reclamar a liberdade de seus maridos. Soler afirmou que seu marido sofre de hérnia de disco e que, por isso, sente muita dor na prisão. Ele está detido na penitenciária da província de Granma, no leste da ilha.

Agencia Estado,

05 Outubro 2004 | 18h41

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