Mykal McEldowney/The Indianapolis Star via AP
Mykal McEldowney/The Indianapolis Star via AP

Nacionalista branco de documentário sobre Charlottesville se entrega à polícia

Christopher Cantwell foi preso em Lynchburg, Virgínia para enfrentar acusações de uso ilegal de gás lacrimogêneo e lesões corporais dolosas

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2017 | 12h14

WASHINGTON - Um supremacista branco que apareceu em um documentário sobre os protestos violentos deste mês em Charlottesville, no Estado norte-americano da Virgínia, se entregou à polícia, depois que foi emitido um mandado de prisão contra ele, informou a polícia em comunicado nesta quinta-feira, 24.

Christopher Cantwell se entregou às autoridades em Lynchburg, Virgínia, na quarta-feira, para enfrentar acusações de uso ilegal de gás lacrimogêneo e lesões corporais dolosas por meio de substância cáustica, disse um porta-voz da polícia da Virgínia em comunicado.

Cantwell disse em entrevistas ao The New York Times na semana passada que jogou spray de pimenta em um homem "direto na cara dele" durante a marcha de centenas de nacionalistas brancos no campus da Universidade de Virgínia, no dia 11 de agosto.

"Eu achei que jogar spray naquele cara era a coisa menos prejudicial que eu podia fazer", disse ao Times. "Na minha mão esquerda, eu tinha uma lanterna. Minha outra opção, no lugar do spray de pimenta, era quebrar os dentes daquele cara. Ok? E eu não fiz isso. Eu só queria que ele não me machucasse".

Um protesto de nacionalistas brancos no dia seguinte, que atraiu supremacistas brancos, neonazistas e membros da Ku Klux Klan, se tornou violento à medida que os manifestantes se chocaram com militantes de oposição. Entre o último grupo estava Heather Heyer, de 32 anos, que morreu quando um carro atropelou membros do contra-protesto.

Cantwell apareceu em um curto documentário da Vice News sobre os eventos em Charlottesville, que foi transmitido dois dias depois. No filme, visualizado mais de 44 milhões de vezes, Cantwell disse que a morte de Heyer foi "mais do que justificada".

"Eu acho que muito mais pessoas vão morrer antes de terminarmos aqui, sinceramente", disse no documentário. / REUTERS

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