AP Photo/Martin Mejia
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'Não apoiem uma destituição sem crime', diz presidente do Peru ao Congresso

Pedro Pablo Kuczynski é acusado de ter mentido sobre o recebimento de US$ 782 mil por uma consultoria prestada à Odebrecht quando era ministro da Economia de Alejandro Toledo, entre 2004 e 2006

O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2017 | 13h20

LIMA - O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, disse nesta quinta-feira, 21, ao Congresso peruano que não mentiu e não é corrupto nas considerações iniciais de sua defesa no processo de destituição liderado pelo  fujimorismo no Parlamento. 

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Kuczynski, que tem duas horas para apresentar seus argumentos contra a “inaptidão moral” alegada pela oposição, disse que seus acusadores querem apressar sua condenação sem o devido processo e garantias constitucionais.  “Não apoiem uma destituição sem crime porque o povo não esquece nem perdoa”, disse PPK, como é conhecido. 

PPK é acusado de ter mentido sobre o recebimento de US$ 782 mil por uma consultoria prestada à Odebrecht quando era ministro da Economia de Alejandro Toledo, entre 2004 e 2006.

Na semana passada, após uma CPI do Congresso ter identificado o pagamento, opositores colheram assinaturas para dar início ao processo de destituição. Minoritária, a bancada do governo tem apenas 19 dos 130 deputados da Assembleia. Com 71 congressistas, o fujimorismo precisa de mais 16 votos para destituir PPK.  

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Mais cedo,  Kuczynski qualificou  de golpe de Estado o pedido de destituição.“Defenderei minha capacidade moral na sessão do Congresso que analisará o pedido de destituição”, declarou o presidente em breve mensagem transmitida em rede nacional, ao lado dos vice-presidentes, Martín Vizcarra e Mercedes Aráoz. “A Constituição e a democracia estão sob ataque. Estamos diante de um golpe sob o disfarce de interpretações legais supostamente legítimas.”

PPK, como é conhecido,  pediu desculpas ao povo peruano por ter sido "desleixado” ao administrar seus negócios. “Esses defeitos nunca foram e jamais serão para mim ferramentas de desonestidade e muito menos de crime”, afirmou Kuczynski, que denunciou a atitude agressiva da maioria opositora que controla o Congresso, em referência ao partido de Keiko Fujimori. “Nos primeiros quinze meses (de governo), cinco dos meus ministros foram censurados ou forçados a renunciar, um verdadeiro recorde histórico. Não somos perfeitos, mas agora fica evidente que desde o início se buscava chegar ao que ocorre hoje.”/AP

 

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