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AFP PHOTO / Ryan McBride

Não existe ‘privacidade absoluta’ nos EUA, diz diretor do FBI

James Comey destacou que governo americano não pode invadir a intimidade dos cidadãos ‘sem uma boa razão’

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O Estado de S.Paulo

09 Março 2017 | 08h18

WASHINGTON - O diretor do FBI, James Comey, afirmou na quarta-feira que não existe "privacidade absoluta" nos EUA, mas ressaltou que o governo do país não pode invadi-la sem uma "boa razão".

"Não há tal coisa como a privacidade absoluta nos EUA, não há nada que esteja fora do alcance judicial (...). Nas circunstâncias apropriadas, um juiz pode obrigar qualquer um de nós a testemunhar sobre essas mesmas comunicações privadas em um tribunal", disse Comey em um evento sobre cibersegurança na Universidade de Boston.

"É parte vital de ser um cidadão dos EUA: o governo não pode invadir sua privacidade sem uma boa razão, comprovável em um tribunal", explicou ele.

O diretor do FBI fez as declarações ao comentar sobre o crescimento dos programas de encriptação de dados após as revelações do ex-analista da CIA Edward Snowden em 2013 a respeito da capacidade secreta de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA).

Comey não citou os recentes vazamentos do Wikileaks sobre os programas da CIA para invadir celulares e computadores conectados à internet. Ele também não falou sobre a última polêmica criada pelo presidente americano, Donald Trump, que afirmou no sábado 4, sem apresentar provas, de que seu antecessor, Barack Obama, havia ordenado que seus telefones fossem grampeados durante a campanha eleitoral.

Por fim, Comey descartou a possibilidade de deixar o cargo antes de cumprir o mandato de dez anos, que começou em 2013. "Vocês estão ligados a mim por outros seis anos e meio", concluiu o diretor do FBI. / EFE

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